sábado, fevereiro 24, 2007

Primeiro Automóvel

Muito provavelmente este foi o primeiro automóvel em Celorico.
Era seu proprietário o Sr. António Gonçalves Mota casado com a espanhola D. Tomazia da Natavidade Barajas Lopez, senhores da casa de Mosqueiros em Britelo.

Este veículo é anterior à 1ª Grande Guerra Mundial. Consultados vários especialistas do ramo automóvel, estamos em condições de afirmar que se trata de um Renault modelo CQ, fazendo fé na localização do radiador junto à antepara e em posição posterior ao motor, bem como à forma do capot.

domingo, fevereiro 18, 2007

Gémeos












A freguesia de Gémeos tem uma população de 626 habitantes e 281 edifícios (Censos de 2001) e fica a cerca de 2,5 km da sede do concelho.

Orago:
S. Miguel






Pároco:
Padre José Carlos Macedo

Festas e romarias: S. Miguel (29 de Setembro).
Património cultural e edificado: Igreja paroquial, Capela de Nª S.ª da Livração no Lugar de Refontoura, Capela de Nª S.ª do Alívio no Lugar de Vilar, Cruzeiro da Igreja e da Refontoura.
Casas brasonadas: Casa da Lage.
Casas solarengas: Casa do Outeiro, Casa de Vilar, Casa da Lama, Casa da Refontoura, Casa de Loureiro e Casas Novas.
Outros edifícios: Biblioteca Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, Escola EB 2,3/S, Piscina Municipal, Centro Comunitário, Escola Primária e Moinhos de S. Silvestre.
Alminhas: Lugar das Alminhas, Bouça e Lama.
Colectividades: Grupo Coral.

Presidente da Junta:
António Casimiro Teixeira, natural da freguesia de Gémeos e residente no lugar de Adoufe. Nasceu em 20 de Maio de 1961, filho de Maria das Dores Teixeira, eleito em Dezembro de 1989 na qualidade de Presidente da Assembleia de Freguesia e desde Dezembro de 1993 cumpre o quarto mandato como Presidente da Junta de Freguesia.


Secretário da Junta:

António Augusto Brites de Moura, natural da freguesia de Gémeos e residente no lugar da Bouça. Nasceu em 17 de Setembro de 1938, filho de Albano de Moura e Augusta Brites, é autarca desta freguesia desde Abril de 1978.




Tesoureiro da Junta:
Luísa Marinho Mendes, natural de França e residente no lugar da Igreja, freguesia de Gémeos. Nasceu em 5 de Abril de 1972 filha de Agostinho Gonçalves Mendes e Maria Isabel Marinho da Cunha, exerce o primeiro mandato no executivo da Junta.



Curiosidades:
  • Segundo reza a história a denominação actual da freguesia, deve-se ao nascimento de uns gémeos a um casal de lavradores abastados, por volta do ano mil. Apesar desta condição, viveram até aos trinta anos de idade, no uso pleno da razão e como católicos legaram todos os seus bens à construção de um novo templo onde já existia uma capela em honra do arcanjo S. Miguel, onde acabaram por ser sepultados.
  • Na Quinta da Lage, ainda hoje se conta que nesta casa terá passado os últimos dias de vida Álvaro Gonçalves Coutinho, mais conhecido por “O Magriço”, que foi um valente guerreiro português e um dos “Doze de Inglaterra”. Luís de Camões é o grande responsável pela divulgação do nome e das suas façanhas, pois inclui n’Os Lusíadas o episódio dos “Doze de Inglaterra”. O tema do Magriço será tratado com mais detalhe numa publicação posterior.



terça-feira, fevereiro 13, 2007

Fotoselos















Na oitava carteira da colecção de Fotoselos da Rotep (gentilmente cedida por José Azevedo e Menezes), publicada em Abril de 1961, foram contemplados vários locais pertencentes a Celorico de Basto e Mondim de Basto.
Esta carteira com 12 fotoselos tinha o custo de 4$50.

Ficheiros PDF: Celorico e Mondim

domingo, janeiro 28, 2007

Veade




A freguesia de Veade tem uma população de 707 habitantes e 318 edifícios (Censos de 2001) e fica a cerca de 4,5 km da sede do concelho.




Orago:
Santa Maria/Nossa Senhora das Candeias




Pároco:
Padre Parcídio Rodrigues

Feiras: Quinzenal em Fermil, e feira anual a 19 de Abril
Festas e romarias: Senhora das Candeias (2 de Fevereiro), Via Sacra (Páscoa) e Senhora da Conceição (último domingo de Junho).
Património cultural e edificado: Igreja Paroquial, Cruzeiro, Capelas de Nossa Senhora da Conceição e S. Gregório, em Fermil, além das anexas aos solares da casa da Boavista e da casa de Veade.
A ponte de Matamá foi construída em 1935 e é considerada das maiores pontes em granito dos caminhos-de-ferro da Europa.
Casas brasonadas: Casa da Boavista, Casa do Outeiro, Casa de Veade e Casa do Barão de Fermil.
Casas solarengas: Casa de Peneireiros, Casa de Cerdeiredo e Casa da Renda.
Alminhas: Lugar da Cruz das Almas.
Colectividades: Associação Cultural e Recreativa de Veade e Fanfarra da Juventude de Veade.

Presidente da Junta:
Maria Rosa Ribeiro Ramos, natural da freguesia de Veade e residente no lugar da Boucinha. Nasceu em 25 de Janeiro de 1955, filha de António Teixeira da Silva Ramos e Rosa Ribeiro, cumpre o primeiro mandato à frente dos destinos desta freguesia.



Secretário da Junta:
José Fernando Gonçalves Barbosa, natural da freguesia de Veade e residente na vila de Fermil de Basto. Nasceu em 10 de Setembro de 1951, filho de José Barbosa e Maria Carolina Gonçalves, exerce o segundo mandato no executivo da Junta.




Tesoureiro da Junta:
Gaspar Gonçalves de Moura, natural da freguesia de Veade e residente na Rua Nova. Nasceu em 20 de Julho de 1956, filho de António Alves de Moura e Emília Gonçalves, cumpre o sexto mandato nos órgãos da Junta de Freguesia.





sábado, janeiro 06, 2007

Mapa Celorico de Basto

O concelho de Celorico de Basto pertence ao distrito de Braga, à Comunidade Urbana do Tâmega e constitui, juntamente com os concelhos vizinhos de Mondim de Basto, Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena, a muito antiga e característica área conhecida por Terras de Basto.

Celorico de Basto está rodeado por cadeias montanhosas, das quais se destacam o Marão, o Alvão e a Cabreira. Tem no pico do Viso (freguesia de Caçarilhe) o ponto mais elevado, a 856 m de altitude. Com um relevo acidentado, apresenta vastas áreas planálticas alternando com vales estreitos e alongados que descem até ao rio Tâmega.
O concelho de Celorico de Basto apresenta uma área geográfica de 118,1 Km2 e uma população que ronda os 22 mil habitantes, distribuídos por 22 freguesias.


Paisagisticamente Celorico encanta! Quem souber apreciar a beleza e os encantos da natureza jamais esquecerá a visita a Celorico de Basto.

António Senra (SANER)

Nasceu a 21 de Setembro de 1913 no seio de uma família humilde, na freguesia de Refojos, concelho de Cabeceiras de Basto.
Aí deu início aos seus estudos, concluindo a antiga 4ª classe com média de 18 valores.
Por opção própria abandonou os estudos, criando o seu próprio trajecto de vida, lendo incessantemente e querendo ir mais além.
Era músico (tocava clarinete na Banda Filarmónica de Cabeceiras de Basto), compunha músicas populares, pintava quadros e telas a óleo em várias casas solarengas, sendo também um poeta sentimentalista que exaltava, acima de tudo, o sagrado e a mocidade.
Em 1945 casou com Sofia Pereira de Magalhães, também natural do concelho de Cabeceiras de Basto, tendo vivido feliz na sua companhia.
Teve dois filhos do seu matrimónio: Celestino Magalhães Senra e Laura Gabriela Magalhães Senra.
Escreveu uma peça de teatro “Até aqui Basto eu” sendo levada à cena no Teatro do Mosteiro de Refojos em Cabeceiras de Basto.
Era empregado de escritório e contabilista na Caves Campo em Cabeceiras de Basto, que ficava nas imediações do Mosteiro de Refojos tendo, em 1959, sido transferido para Celorico de Basto, continuando a trabalhar para a distinta família Meireles.
Nesse ano, hospedou-se na Pensão Adelina a fim de restabelecer a sua vida nesta terra em companhia da sua família, tendo mais tarde vivido em Santa Luzia, lugar do Monte, onde permaneceu até 1985.
Em Celorico de Basto continuou a ser um ilustre poeta e pintor, tendo escrito inúmeros artigos e a famosa “Gazetilha”, publicação quinzenal para o jornal Notícias de Basto, mantendo também a sua veia musical ao integrar-se na Banda Filarmónica de Tecla.
Nessa altura, escreveu e realizou uma peça de teatro levada à cena no Salão dos Bombeiros Voluntários Celoricenses.
Em 1972, pintou um afresco no Café Central ilustrando o Castelo de Arnoia.
Ouvimos diversas pessoas que conviveram directamente com António Senra, eu próprio tive o privilégio de o ter conhecido, e este Homem, este Poeta popular, sentia-se um Celoricense de alma e coração.
Deixou em testamento à terra a obra “A MUSA SERRANA” que nunca chegou a ser publicada. Sabemos que os seus familiares tentam recuperar este trabalho, para que possa ser publicado e o seu nome não caia no esquecimento.
António Senra foi um auto-didacta que procurou incessantemente a sabedoria e que nos seus tempos livres se refugiava na leitura, amava as letras, a História…
Instruía-se cada vez mais, possuindo um dom da palavra capaz de conquistar todos aqueles que o ouviam. Era um exemplo de inteligência e de auto-construção intelectual!
Em 7 de Junho de 1985 entra de urgência no Hospital de Sto. António no Porto e com 71 anos de idade, veio a falecer no dia 27 de Junho de 1985.
Transcrevemos um depoimento da sua neta Cláudia Senra

MEU QUERIDO AVÔ:
A sua morte ceifou em mim a possibilidade de o ter adorado e de sentir a sua reconfortante presença!
Não fui digna de contemplar o seu olhar azul celeste e o seu rosto empalidecido, ambos marcados pelo tempo e pela vida!
Não tive o privilégio de ter alimentado minh’ alma com a sua admirável sabedoria!
Não tive o mérito de poder afagar as suas mãos e animá-las com o calor das minhas!
Não embriaguei minh’alma com os seus sábios conselhos, com a sua rectidão!
A ausência da sua presença física não me impede, porém, de o louvar cada vez mais! Arquétipo de humildade! Um lutador que construiu nos seus sonhos a sua sabedoria!
Nutro imenso louvor por si, meu querido avô!
Um beijo afectuoso da sua neta Cláudia