sexta-feira, outubro 31, 2008

Motor Clube de Basto

O Motor Clube de Basto é uma associação sem fins lucrativos fundada a 16 de Novembro de 1999, que tem por objectivo a promoção, o fomento, e a prática de desportos motorizados. Com cerca de 350 sócios efectivos, dedica-se a actividades de divulgação do Todo-o-Terreno turístico, percorrendo os montes, vales e linhas de água propícios a este desporto por Terras de Basto.
Sócio n.º 73 da Federação Portuguesa de Todo-o-Terreno Turístico.
É uma associação aberta a todos os sócios que se identifiquem com os desportos motorizados e partilhem os mesmos pontos de vista no que respeita, à aventura, à descoberta e à defesa da natureza e ambiente.
Atendendo às solicitações dos sócios a sua actividade foi-se estendendo para outras áreas de desporto motorizado turístico com a realização de passeios motares e colaboração com associações locais e Câmara Municipal no apoio técnico na área de Todo-o-Terreno.
Com a aquisição de um espaço com 50.000m² a cerca de 3Km da Vila, pretende-se criar uma área destinada ao desporto automóvel e de lazer com a construção de uma pista de autocross, de Trial, de Kart e a sede do clube.

Corpos Sociais
Em 21 de Novembro de 1999, procedeu-se à eleição dos órgãos sociais do Motor Clube de Basto para o biénio 1999-2001, pelos onze sócios fundadores:

Direcção
Presidente: João Paulo Couto Magalhães Alves
Vice-Presidente: Paulo Renato Freitas Ribeiro
Tesoureiro: Ricardo Gonçalves Marinho Lemos
Secretário: Firmino Marques Silva
Vogal: José Paulo Andrade Ribeiro Cunha

Assembleia Geral
Presidente: Carlos Fernando Marinho Moura Peixoto
Vice-Presidente: José Francisco Teixeira Machado
Secretário: José Júlio Cunha Magalhães

Conselho Fiscal
Presidente: José Luís Andrade Ribeiro Cunha
Vice-Presidente: João Manuel Marques Silva
Secretário: José Frederico Lemos Machado

Biénio 2002-2004
Presidente da Direcção: Paulo Renato Freitas Ribeiro
Presidente da Assembleia Geral: Francisco Xavier Pinto Martins
Presidente do Conselho Fiscal: Avelino José Mota Silva Bastos

Biénio 2005-2007
Direcção













Presidente: Avelino José Mota Silva Bastos
Vice-Presidente: João Paulo Andrade Ribeiro Cunha
Tesoureiro: Ricardo Gonçalves Marinho Lemos
Secretário: Pedro Renato Portel Gonçalves Mota
Vogal: José Francisco Teixeira Machado

Assembleia Geral
Presidente: José Francisco Teixeira Machado
Vice-Presidente: Armando Júlio Costa Ferreira
Secretário: João Júlio Cunha Magalhães

Conselho Fiscal
Presidente: José Luís Andrade Ribeira Cunha
Vice-Presidente: Fernando Belchior Teixeira Borges
Secretário: Leonel Carlos Pinto Teixeira

Site: www.motorclubedebasto.pt





sábado, setembro 20, 2008

A Lavoura dos Cães

A freguesia de S. Bartolomeu do Rego, concelho de Celorico de Basto, possui uma das mais curiosas tradições, cujas origens mergulham nos tempos mais remotos da nossa civilização.
Trata-se da “Lavoura dos Cães” e o culto de Artemisa, que decorre durante as Festas de S. Bartolomeu, padroeiro da freguesia, no dia 24 de Agosto.

Continua…







segunda-feira, agosto 11, 2008

Vale de Bouro



A freguesia de Vale de Bouro tem uma população de 812 habitantes e 416 edifícios (Censos de 2001) e fica a cerca de 9 km da sede do concelho.









Orago:
S. Martinho






Pároco:
Padre António Gonçalves





Festas e romarias:
Santa Maria Madalena – Clamor da Roda (3º Domingo de Julho) e Nossa Senhora do Amparo (15 de Agosto).
Património cultural e edificado: Igreja matriz, Pelourinho, Capela da Nossa Senhora do Amparo e Capelas das Casas de Melhorado, do Outeiro e da Ribeira.
Casas brasonadas: Casa de Melhorado, Casa da Ribeira e Casa de Surribas.
Casas solarengas: Casa do Reguengo e Casa da Igreja.
Alminhas: No lugar da Raposeira.
Colectividades: ASCUVA – Associação Cultural e Recreativa de Vale de Bouro, Grupo de Cavaquinhos de S. Martinho de Vale de Bouro e Grupo Desportivo de Vale de Bouro.






Presidente da Junta:

Albino Teixeira da Costa, natural da freguesia de S. Clemente e residente no lugar da Raposeira. Nasceu em 13 de Novembro de 1941, filho de António da Costa e de Maria Teixeira, exerce o cargo de Presidente da Junta desde 1994.









Secretário da Junta:

António Augusto Gonçalves de Freitas, natural da freguesia de Vale de Bouro e residente no lugar de Nespereira. Nasceu em 2 de Fevereiro de 1964, filho de Manuel de Freitas e de Rosa Gonçalves, eleito desde 1994 Secretário da Junta.







Tesoureiro da Junta:

Avelino Mesquita Marinho, natural da freguesia de Vale de Bouro e residente no lugar do Requeixo, Nasceu em 21 de Março de 1950, filho de Laureano Marinho e de Laura de Mesquita, exerce as funções de Tesoureiro desde 1998.







Curiosidades:
  • A freguesia de Vale de Bouro já era mencionada nas Inquirições de 1258 (D. Afonso III) e escrevia-se: Valle de Buyro. Foi vigararia do Mosteiro de Pombeiro.
  • O Clamor da Roda realiza-se desde tempos muito remotos, em honra de Santa Maria Madalena, a quem se pede durante o cortejo, à “roda” de diversos lugares, protecção contra as doenças e graças a favor dos produtos da terra e dos animais.











sábado, julho 05, 2008

A Estela de Vila Boa

No lugar de Vila Boa, freguesia de S. Bartolomeu do Rego, existe um cruzeiro, situado junto à residência paroquial.
Mas, segundo alguns investigadores, no final do séc. I ou principio do séc. II, a ara lavrada dedicada a Io e a Ares estava colocada num cabeço a 300 metros do Penedo da Senhora (ara Gontini > Argontim) que significa estela de Gontim, no actual lugar de Argontim.
A pedra que suporta a coluna do cruzeiro apresenta em duas das suas faces umas inscrições já um pouco apagadas, mas em que se distingue perfeitamente a forma de algumas letras, embora ditadas em grego estão inscritas em caracteres latinos.
Segundo Rogério de Azevedo, em estudo publicado no seu notável livro intitulado “Onomástico Ibérico”, a inscrição de um dos lados significará: “Eu canto Io, embora a terrível enxada me vá aniquilando rapidamente”. E do outro lado: “A onda de sangue também consagrada a Ares, até ao limite dos prados inundados”.
Estas inscrições cantam louvores a duas divindades da Mitologia Helénica: O deus Ares e a deusa Io.
Ares, cujo culto deve ter tido origem entre os Trácios, era o deus grego da guerra, dotado de um corpo agigantado e uma voz de trovão. Por seu lado, os romanos identificaram com ele o seu deus Marte, pelo que Ares e Marte passaram a ser dois nomes de uma mesma divindade, sendo venerado como deus da Primavera e do desabrochar da vegetação.
Também se pode constatar, na segunda inscrição, uma notação musical, e que é de supor tratar-se de uma melodia cantada em honra de Ares ou Marte durante as procissões das Ambarvales, durante o mês de Março, que constavam de cortejos que percorriam os campos, enquanto os sacerdotes benziam as espigas e ofereciam sacrifícios aos deuses. Segundo J. Pires Baeta, “ao passar diante das estátuas de Marte, que estavam então ornadas de grinaldas de flores, o povo entoava melopeias em sua honra”.
Relativamente a Io, uma divindade mitológica, era filha de Inachos, rei de Argos. Zeus, o pai dos deuses, apaixonou-se por ela e transformou-a em bezerra, para evitar que os seus amores dessem na vista da sua esposa Hera.
Os gregos representavam Io como uma mulher com dois pequenos chifres na cabeça.
A Estela de Vila Boa foi erigida em honra destas duas divindades cujo culto é anterior à disseminação do catolicismo na Península, o que lhe confere idade superior a 1850 anos, enquanto o cruzeiro propriamente dito terá cerca de 350 anos.
Por volta do ano 1980 a cruz foi derrubada pelo vento devido à colocação de uma corda que servia de suporte a cartazes partidários numa campanha eleitoral, estando no seu local uma réplica construída em 2000.
J. Pires Baeta considera como muito provável a Estela ter sido erigida pelo fundador de Vila Boa, no planalto de Monte Longo (ou da Lameira), com o fim de invocar a protecção daquelas divindades para a sua recém estabelecida Villa, onde a actividade económica dominante seria já então a criação de gado bovino para venda.
A Estela de Vila Boa foi classificada monumento de interesse público, nos termos do dec-lei 129/77 de 29 de Setembro.

domingo, junho 29, 2008

S. Pedro – Orago de Britelo

S. Pedro é titular da Igreja Matriz de Britelo, concelho de Celorico de Basto e foi-lhe erigida uma estátua na esplanada do centro da vila.
A partir de 1982 (conforme deliberação da Assembleia Municipal de 30 de Junho de 1981) as Festas do Concelho, foram devocionadas a S. Pedro, tendo passado também o dia 29 a Feriado Municipal. Mas por decisão da Assembleia Municipal de 22 de Dezembro de 1986 as Festas Concelhias voltaram a dedicar-se a S. Tiago, tornando o dia 25 de Julho a Feriado Municipal.
No dia 29 de Junho a Igreja celebra a festa de S. Pedro e S. Paulo, uma das doze celebrações mais importantes da Igreja Católica, ou não fosse Pedro o Príncipe dos Apóstolos e o primeiro Papa.
S. Pedro, chefe dos Apóstolos, de seu nome Simão, filho de Jonas, ou João, era pescador do lago de Genesaré. No relato dos evangelhos sobressai, desde o primeiro momento, entre os restantes discípulos e recebe o sobrenome de Pedro, imposto pelo próprio Jesus, com as seguintes palavras: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.”.
Depois da ressurreição aparece ao lado de Tiago e de João, como chefe da primeira comunidade cristã em Jerusalém e faz viagens missionárias que o levaram até Roma. Foi lá que sofreu o martírio, crucificado de cabeça para baixo, durante a perseguição de Nero. E é perante a Cruz que pede aos carrascos que o crucifiquem de cabeça para baixo, pois que não é digno de morrer na mesma posição em que morreu Cristo.
A imagem do Apóstolo S. Pedro é apresentada segurando duas chaves, símbolo do poder de ligar e desligar (jurisdição).

A Igreja Paroquial da freguesia de Britelo foi provavelmente construída no século XIX. De construção Barroca, sofreu reformas decorativas no século XX.

sábado, maio 10, 2008

BVC - Bandeira

No dia 2 de Janeiro de 1972 foi entregue a nova bandeira da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Celoricenses numa cerimónia que decorreu no quartel.
Do programa constou uma missa por alma dos bombeiros e sócios falecidos, romagem ao cemitério e exercícios pelos Soldados da Paz no edifício da Câmara Municipal.
A bandeira foi “criada” pela jovem artesã Fernanda Santos, que na ocasião proferiu as seguintes palavras: “Coube-me a distinta honra de neste momento, momento para mim de grande alegria, e para quantos a devem sentir, de entregar esta Bandeira Nova ao Corpo Activo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Celoricenses, a esses Soldados da Paz – que tantas vezes sacrificam a sua vida, por outras vidas, não temendo as labaredas sinistras do fogo, que por vezes destroem vidas e haveres deixando lágrimas e luto no coração daqueles que ficaram sem os seus entes queridos, que, tanta vezes, foram ridente companhia no lar que habitavam.
A Bandeira que tenho nas mãos, e que brevemente entregarei, é qual um coração palpitante que ama e luta contra todas as adversidades em prol do bem comum.
Sirva o meu ideal de mulher, humilde como um afago, - mas forte no sentimento, de regozijo de ele próprio fazer a seguinte saudação:
Avante pelos Bombeiros Celoricenses;
Pelo auxilio moral e monetário que lhe possam dar;
Pela união e pelo progresso desta terra, a terra mais linda do nosso Minho encantador!”.
Seguiram-se os discursos do Presidente da Câmara, Dr. Ernesto Limpo de Faria Leal, e do Presidente da Direcção dos BVC, Sr. Eduardo Moura Peixoto, ambos a incentivar os celoricenses a apoiar esta prestigiosa Associação, e aos bombeiros a dignificarem a sua farda em prol do lema “Morte ou Vitória”.

Direcção (1971 – 1972)
Presidente: Eduardo Moura Peixoto
Vice-Presidente: João Alves Moura Lopes
1º Secretário: Gentil Coelho Ferreira Pinto
2º Secretário: Mário Cândido Pereira
Tesoureiro: José Plácido Gonçalves Palhada