sábado, junho 26, 2010

Casa do Benfica

A Casa do Benfica em Celorico de Basto, com a sua sede social na rua Dr. João Lemos, foi fundada em 6 de Fevereiro de 1999.
Os sócios e simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica do concelho de Celorico de Basto dispõem de instalações no centro da vila, onde podem assistir aos jogos dos encarnados em ecrã gigante e confraternizar no salão de jogos.
Com quase duas centenas de associados, a Casa do Benfica nº 112, é uma instituição que procura marcar sempre presença no panorama cultural, recreativo e desportivo em Celorico de Basto.

Presidentes anteriores:
1999/2000: Joaquim Bastos
2000/2001: Joaquim Silva
2001/2002: Domingos Marinho
2002/2003: José Ribeiro
2003/2009: Orlando Silva


Órgãos Sociais da Casa do Benfica em Celorico de Basto para o triénio 2010/12:
Assembleia Geral
Presidente..............Fernando Albino Fernandes de Freitas
Vice-Presidente......Francisco Medeiros Bastos
1º Secretário..........António Joaquim Gonçalves Bastos
2º Secretário..........Pedro Paulo Sousa Coelho

Direcção
Presidente..............Luís Fernando Seixas Carvalho
Vice-Presidente......António Gentil Marinho Ferreira Pinto
Vice-Presidente......Agostinho Anselmo Rodrigues Cerqueira
Tesoureiro..............Francisco Magalhães de Moura
Secretário...............Daniel Fernando Reis de Nazareth Canedo
Vogal......................Manuel Alberto Soares Silva
Vogal......................António Fernando Machado da Silva
Vogal......................António Casimiro Teixeira
Vogal......................João Cristiano Ribeiro Marinho Gomes

Conselho Fiscal
Presidente.............Orlando Lopes Carvalho da Silva
Secretário.............António Teixeira
Relator..................Artur Justiniano Gonçalves Bastos


domingo, maio 23, 2010

Coronel Sousa e Castro

Rodrigo Manuel Lopes de Sousa e Castro nasceu em Janeiro de 1944 no lugar da Cruz de Baixo, freguesia de Arnoia, concelho de Celorico de Basto.
Frequentou o ensino primário, no lugar do Monte, freguesia de Britelo, onde concluiu a 4ª classe. Em seguida ingressou no Colégio de S. Gonçalo, em Amarante e já no Liceu D. Manuel II, no Porto, concluiu o terceiro ciclo. Com dezoito anos de idade e após ter concluído o 7º ano, concorreu à universidade mas acabou por frequentar o curso na Academia Militar.
Em 1966/67, cumpriu como alferes a primeira comissão de serviço em Angola. Em 1970/72, com o posto de capitão, realizou a segunda comissão de serviço em Moçambique.
Regressado à Metrópole, em 19973/74 integrou na clandestinidade a Comissão Coordenadora do Movimento dos Capitães, tendo participado em Março de 1974 na elaboração do programa político “O Movimento das Forças Armadas e a Nação” e na organização que desencadeou a operação militar de 25 de Abril.
Depois de ter orientado o levantamento das forças militares a Norte, na madrugada do dia 25 de Abril, já estava na Pontinha, em Lisboa, onde assistiu à chegada do deposto Presidente do Conselho, Marcelo Caetano, e à “tomada” do Posto de Comando pelo General António de Spínola, o primeiro Presidente da República pós-revolução.
De Março de 1975 até ao ano de 1982 pertenceu ao Conselho da Revolução. Também integrou o Grupo dos Nove, no verão quente de 1975, que contribuiu para travar os ímpetos esquerdistas da época. Quando ocorreu o 25 de Novembro do mesmo ano, desempenhava funções no Posto de Comando instalado no Palácio de Belém, sob o comando directo do Presidente da República, General Costa Gomes.
Em 1981 é promovido a major. Posteriormente, no âmbito do processo de reconstituição das carreiras dos militares envolvidos na Revolução dos Cravos, que permitira a transição democrática, foi promovido a coronel.
Por deliberação do Município de Celorico de Basto foi atribuído o seu nome a uma rua junto à Biblioteca Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.

Sousa e Castro publicou as suas memórias

O Coronel Sousa e Castro, é o autor do livro “Capitão de Abril, Capitão de Novembro” com a chancela da editora Guerra & Paz, integrado na colecção O Passado e o Presente, conta com o prefácio do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
Ao longo do livro “Capitão de Abril, Capitão de Novembro” o coronel Sousa e Castro relata os episódios que rodearam a revolução de 1974 e o 25 de Novembro de 1975.
“ É um elucidativo testemunho de vida. De quem continuo a ver, como via há 35 anos: sonhador, ingénuo, simpático, lutador, desprendido, coração ao pé da boca, amigo dos seus amigos, independente de partidos e tentando compreendê-los e entender o seu papel”, escreve o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa no prefácio.
Este livro “é a narrativa do percurso pessoal de um jovem capitão que, por razões geracionais e outras fortuitas, se vê envolvido, ora como participante activo, ora como observador privilegiado, num conjunto de acontecimentos político-militares que marcaram a história de Portugal no último quartel do século XX”, considera o celoricense Sousa e Castro.

domingo, abril 18, 2010

Rota do Românico

Desde o dia 12 de Março de 2010 o concelho de Celorico de Basto aderiu ao projecto Rota do Românico do Vale do Sousa (RRVS).
Os concelhos de Penafiel, Lousada, Felgueiras, Castelo de Paiva, Paços de Ferreira e Paredes, integravam já a Rota do Românico desde 1998, com 21 monumentos aos quais se associarão faseadamente 10 monumentos de Amarante, 10 do Marco de Canaveses, 7 de Resende, 4 de Celorico de Basto, 4 de Cinfães e 2 de Baião.
A Rota do Românico do Vale de Sousa promove a requalificação dos monumentos envolvidos no projecto, que no caso de Celorico de Basto, são a Ponte de Torres, na freguesia de Ribas, a Igreja de S. Salvador de Ribas, a Igreja Paroquial de Veade e o Castelo de Arnoia.
De referir que a RRVS foi distinguida com o mais prestigiado galardão nacional do sector turístico, o Prémio Turismo de Portugal, na categoria “Requalificação de Projecto Público”, destinado a reconhecer intervenções de natureza material, realizadas por entidades públicas que contribuíram de forma significativa para a qualificação da oferta e para o reforço da atractividade do destino, no âmbito de um ou vários produtos turísticos estratégicos.
Paralelamente a RRVS aderiu à Transromânica, a maior rede de locais e itinerários românicos da Europa, com sede na Alemanha.
Desejamos que este itinerário de visitas valorize o património arquitectónico românico, incluindo áreas envolventes e, com suportes promocionais ajustados, consiga atrair turistas a toda esta região.
Igreja de S. Salvador de Ribas

Igreja Paroquial de Veade

Ponte de Torres

Castelo de Arnoia

sábado, março 13, 2010

Foral de Celorico de Basto

"Dom Manuel per graça de Deus Rey de portugal e dos algarves daquem e dallem mar em affrica Senhor de guine e da conquista e navegaçam e comercio da etyopia arabia persia e da india. A quantos esta carta de foral dado pera sempre a terra castello e concelho de cellorico de basto virem fazemos saber que por quanto na dita terra nom ouve foral..."

Celorico de Basto recebeu o foral no dia 29 de Março de 1520 (faz, portanto, 490 anos que foi assinado pelo rei D. Manuel I) e que por isso é evidentemente um documento notável e de inegável interesse histórico.
O foral concedido à terra, castelo e concelho de Celorico de Basto foi um dos 589 “forais novos” outorgados por D. Manuel no cumprimento de um amplo programa reformista.
Um foral era um diploma pelo qual o rei ou um senhor (laico ou eclesiástico) concedia aos moradores de um determinado lugar certos privilégios e regalias.
Contrariamente aos forais velhos, que favoreciam o municipalismo, os forais novos ou manuelinos não deram grande relevo aos assuntos referentes à administração dos concelhos, porque essas matérias passaram a ser reguladas pela lei geral, mas sim, tentaram sobretudo fixar os encargos e foros a pagar pelos concelhos ao rei a aos donatários.
A circunscrição territorial de Celorico e o próprio castelo de Arnóia já eram referenciados no tempo de Fernando Magno, bisavô de Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal.
Em 1220, a circunscrição medieval da terra de Celorico abrange a totalidade dos concelhos de Cabeceiras, Mondim e Celorico de Basto, uma parte de Amarante (Aboim, Amarante, Chapa, Freixo de Baixo, Freixo de Cima, Gatão e Vila Garcia), Felgueiras (Borba de Godim, Macieira da Lixa e Pinheiro), Fafe (Ardegão, Regadas e Seidões), Ribeira de Pena (Alvadia, Cerva e Limões) e Vieira do Minho (Roças).
No foral manuelino de Celorico de Basto (1520) o limite territorial é menos amplo, pois só compreende a margem direita do Tâmega.
Posteriormente e devido ao reajustamento administrativo, algumas freguesias foram transferidas para os concelhos vizinhos de Fafe, Amarante e Cabeceiras de Basto, através do Decreto-Lei de 31 de Dezembro de 1853, pelo que o actual concelho de Celorico de Basto é composto por 22 freguesias.
De referir que os forais foram extintos em 13 de Agosto de 1832, com o advento do liberalismo.

Glossário de algumas palavras antigas utilizadas no foral:

Aforamento – acto de aforar, de dar e receber por meio de foro. Contrato através do qual se arrenda ou concede bens a pessoas individuais ou colectivas.

Aforar – arrendar através do foro.

Almoxarife – funcionário régio que tinha a seu cargo a cobrança e arrecadação dos impostos, especialmente as rendas reais e direitos sobre pães, vinho e outros.

Gado de vento – gado perdido mas que, sendo encontrado devia ser declarado pelo achador na Câmara no prazo de dez dias, sob pena de ser suspeito de furto.

Libra – moeda que depois se converteu apenas em moeda de conta até ao tempo de D. Manuel. A libra foi então reduzida a 36 reais.

Lutosaslutuosas – certa peça ou pensão que se pagava por morte de alguma pessoa que, por direito ou costume, a devia.

Foro – pensão ou renda que paga aquele que usufrui o domínio útil de uma propriedade, àquele a quem pertence o domínio directo desta. É a pensão anual que no contrato de emprazamento, aforamento, ou enfiteuse, o foreiro ou enfiteuta paga ao senhorio directo.

Inquirições – averiguações realizadas pelas alçadas reais em várias regiões do país sobre a natureza das propriedades, direitos dos senhorios e dos patrimónios das igrejas e dos mosteiros.

Montado – imposto pago normalmente em espécies e a que estavam sujeitos os donos de gado bovino e ovino, sempre que os gados pastavam nos terrenos de um concelho ou senhorio.

Pães – regra geral, quando os forais mencionavam “pão”, referem-se a cereais panificáveis e de modo algum a pão cozido.

Pão terçado – pão constituído por três cereais, trigo, centeio e milho.

Titollo – subdivisão de um código de leis.

Vinho mole – vinho mosto que ainda não ferveu.

domingo, fevereiro 21, 2010

Centro Interpretativo do Castelo

A inauguração do Centro Interpretativo do Castelo de Arnóia, em Celorico de Basto, ocorreu no dia 11 de Abril de 2009.
O local adoptado para a sua localização foi o edifício da escola primária, localizada junto ao pelourinho da Villa de Basto, antiga sede do concelho.










domingo, janeiro 31, 2010

Relógio de Sol

Este relógio de sol (século XVIII) encontra-se nas imediações da Casa da Lage, na freguesia de Gémeos, concelho de Celorico de Basto.

Os primeiros relógios de sol terão entrado no território que é hoje Portugal através da conquista romana.
Contudo, o tempo de glória dos relógios de sol é o século XVIII e estes objectos passam a inserir-se nos espaços de habitação e de lazer da nobreza e da burguesia, geralmente como objectos de grande aparato decorativo de um Barroco pujante.
Em Portugal, isso ocorre com D. João V, que manda equipar palácios, mosteiros e conventos com novos relógios de sol.
A "morte" do relógio solar, que só marca tempos locais, ocorre, por um lado, devido à precisão cada vez maior do relógio mecânico, que se torna também cada vez mais portátil; por outro, devido à universalização do tempo, provocado pelo avanço das comunicações e dos transportes.
Ultimamente constata-se um renovado interesse pela gnomónica, ciência que serve de base para a construção dos relógios de sol, pelo que voltam a reaparecer em espaços públicos e privados.

De salientar, segundo alguns autores, que na Casa da Lage, situada no lugar com o mesmo nome e que outrora se chamou lugar do Penedo, e sucessivamente ao longo do tempo Lágeas, Lagem, na freguesia de S. Miguel de Gémeos, viveu e morreu Álvaro Gonçalves Coutinho, o Magriço – um dos “Doze de Inglaterra”.
Este episódio narrado por Luís de Camões (canto VI, 46/49) refere que doze damas da corte inglesa foram gravemente ofendidas na sua beleza e na sua honra por cortesãos sem escrúpulos que lhes levantaram famas malévolas e desafiaram para duelo “com lança e espada” quem as quisesse defender das aleivosias que lhes dirigiram”.
As damas ultrajadas pedem ajuda a “amigos e parentes”. Nenhum deles foi em seu socorro, pelo que recorreram ao Duque de Alencastro, que já “militara com os portugueses contra Castela…”
Chegou, entretanto, mensageiro a Portugal com o nome dos nomeados. E um deles era o heróico aventureiro e lendário Magriço.
Depois de autorizado pelo Rei para partir, lá segui por terra, como era seu desejo, passando por Leão, Castela, Navarra e em Flandres permaneceu muitos dias. Entretanto, “chega-se o prazo e o dia assinalado” e o magriço não está presente. A dama que devia ser defendida por ele sua honra “com tristeza se veste!”
Doze ingleses contra onze portugueses para se defrontarem perante os olhares do rei inglês e toda a sua corte.
Mas de rompante surge um cavaleiro, com armas e cavalo. Era o Magriço! E depois de muita luta, a batalha das Damas (1390) foi vencida pelos lusitanos.
Segundo alguns historiadores Álvaro Gonçalves Coutinho, o Magriço, terá sido sepultado na capela-mor da Igreja de Gémeos, em sepultura com lança esculpida em cima com as inscrições “AGC” e “MCXLII”, infelizmente desaparecida após obras na Igreja.