sábado, outubro 16, 2010

Beatificação de Monsenhor Albino Cunha e Silva

O Padre Albino Alves da Cunha e Silva, natural da freguesia de Codessoso, Celorico de Basto, em 1912 com 30 anos de idade, rumou para o Brasil, mais concretamente para a actual cidade de Catanduva.
Para perpetuar a sua memória, a Fundação Padre Albino organiza todos os anos a “Semana Monsenhor Albino” onde apresenta a vida e obra deste incansável padre celoricense.
No dia 20 de Setembro de 2010, na missa de abertura da XIX Semana Monsenhor Albino, foi anunciado que a Fundação pretende iniciar o processo de beatificação do Padre Albino.
Nesta cerimónia foi lembrada a fama de santo que o Padre Albino tinha no conceito do povo. Foi realçado que “quando vivo, já se falava que ele era um padre-santo”.
O Bispo de Catanduva já submeteu a ideia ao Conselho de Presbíteros que a aceitou.
O processo de beatificação tem duas etapas – a diocesana e a romana.
Na primeira etapa, o Bispo investiga sobre a vida, virtudes, fama de santidade e possíveis milagres do Padre Albino.
Encerrada a etapa diocesana do processo, este será encaminhado ao Vaticano, à Congregação para as Causas dos Santos, que dá inicio à fase romana do processo.
A beatificação é o primeiro passo rumo à canonização: o título de Beato quer dizer que é permitido prestar-lhe culto público, mas limitado a algumas regiões, enquanto o Santo é venerado em toda a Igreja.

Casa onde nasceu Monsenhor Albino Alves da Cunha e Silva

sábado, setembro 25, 2010

Vindimas

Fomos assistir a um dia de vindimas na Casa do Seixo, em Fermil de Basto, na Região Demarcada dos Vinhos Verdes.
Logo pela manhã os vindimadores concentraram-se no largo da casa, para receberem indicações do dia de trabalho que tinham pela frente nas verdejantes vinhas.
Esta região é caracterizada pela existência de pequenos produtores, com a manifesta preocupação em obterem vinhos de qualidade, com os melhores sabores, reforçando a notoriedade deste néctar.
Neste sentido alguém dizia “as uvas secas e podres não vão para os cestos” e a selecção para a qualidade continuava no tapete à porta da adega.
A apanha das uvas foi intercalada pelo pequeno-almoço e almoço, não havia tempo a perder pois tudo tinha que ficar concluído até ao final da tarde.
Quando chegou o último tractor, os cestos foram descarregados e as uvas passavam no desengaçador a caminho dos lagares.
No caso do vinho branco, sumo e películas são bombeadas directamente para uma prensa de onde o mosto sai para uma balsa e mais tarde se procede à prensagem para retirar o restante.
Imediatamente é depositado em cubas de aço inoxidável onde vai fermentar a temperatura controlada de maneira a que o aroma do vinho verde não se perca.
Todo este processo é feito no menor espaço de tempo possível de forma a evitar que o mosto esteja em contacto com o ar, pois neste caso o oxigénio é um inimigo: oxida o mosto o que resulta na perda de qualidade do vinho.
Depois de uma jornada de trabalho estes homens e mulheres mantinham um sorriso e alegria, espelho do sentimento de missão cumprida.
Após o jantar, alguns trabalhadores entraram nos lagares para a pisa do vinho. Com os calções bem puxados para cima, durante quase três horas marcham literalmente para a frente e para trás.
Enquanto estes homens pressionam as uvas com os pés, contra o chão do lagar de granito, para extrair o sumo e afundar as grainhas e as películas das uvas, criando uma manta de mosto; dois tocadores de acordeão ensaiam algumas músicas tradicionais para ajudar a manter o ritmo da “marcha”. É caso para dizer: um ritual bonito de ver mas duro de cumprir.
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Casa do Paço na freguesia de Basto Santa Tecla, 
Setembro de 1964.
Uma pausa dava lugar à musica e dança.

Lugar da Venda Nova, freguesia de Britelo, 
Setembro de 1965.
Toda a família marcava presença nos trabalhos da vindima.

domingo, agosto 29, 2010

Pelourinho da Vila

O pelourinho da vila foi construído no ano de 1734 e declarado Imóvel de Interesse em 1933. Em 1960 foi reconstruído pela Comissão Regional de Turismo da Serra do Marão.


Está colocado numa praceta no centro da vila de Celorico de Basto, junto ao antigo edifício da Câmara Municipal, onde actualmente funciona a Casa do Agricultor.

sábado, julho 31, 2010

Clamor da Roda

Pelas freguesias do nosso concelho, realizam-se muitas festividades e tradicionais romarias, que ao longo dos anos juntam milhares de forasteiros, para acompanhar as cerimónias religiosas e o programa festivo.
No quadro das mais antigas tradições populares de Celorico de Basto, temos a festa eminentemente religiosa do «Clamor da Roda», que reúne todos os anos elevado número de devotos e crentes, no dia 22 de Julho, em Vale de Bouro.
Este dia consagrado a Santa Maria Madalena, que na categoria dos Santos, é dos poucos em cuja festa a Liturgia da Igreja permite por direito a recitação do “Credo”.
O povo consagrou-a como a “Santa Penitente” exprimindo-a no dia da festa, um espectáculo inolvidável, com actos de verdadeiro sacrifício e penitência.
Esta grandiosa manifestação de fé com as cerimónias religiosas junto da “Imagem” da Santa Maria Madalena, tem também a festa de cunho acentuadamente popular, o arraial, os bailados, os foguetes e os morteiros que vão atroando os ares ao longo do vale.
O Clamor da Roda realiza-se desde tempos muito remotos, em honra de Santa Maria Madalena, a quem se pede durante o cortejo, à “roda” de diversos lugares, protecção contra as doenças e graças a favor dos produtos da terra e dos animais.
Neste período de férias, também regressam os emigrantes, das mais variadas partes do mundo, carregados de promessas e devoção que procuram exprimir com alegria, nas suas terras, junto dos seus familiares.

sábado, junho 26, 2010

Casa do Benfica

A Casa do Benfica em Celorico de Basto, com a sua sede social na rua Dr. João Lemos, foi fundada em 6 de Fevereiro de 1999.
Os sócios e simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica do concelho de Celorico de Basto dispõem de instalações no centro da vila, onde podem assistir aos jogos dos encarnados em ecrã gigante e confraternizar no salão de jogos.
Com quase duas centenas de associados, a Casa do Benfica nº 112, é uma instituição que procura marcar sempre presença no panorama cultural, recreativo e desportivo em Celorico de Basto.

Presidentes anteriores:
1999/2000: Joaquim Bastos
2000/2001: Joaquim Silva
2001/2002: Domingos Marinho
2002/2003: José Ribeiro
2003/2009: Orlando Silva


Órgãos Sociais da Casa do Benfica em Celorico de Basto para o triénio 2010/12:
Assembleia Geral
Presidente..............Fernando Albino Fernandes de Freitas
Vice-Presidente......Francisco Medeiros Bastos
1º Secretário..........António Joaquim Gonçalves Bastos
2º Secretário..........Pedro Paulo Sousa Coelho

Direcção
Presidente..............Luís Fernando Seixas Carvalho
Vice-Presidente......António Gentil Marinho Ferreira Pinto
Vice-Presidente......Agostinho Anselmo Rodrigues Cerqueira
Tesoureiro..............Francisco Magalhães de Moura
Secretário...............Daniel Fernando Reis de Nazareth Canedo
Vogal......................Manuel Alberto Soares Silva
Vogal......................António Fernando Machado da Silva
Vogal......................António Casimiro Teixeira
Vogal......................João Cristiano Ribeiro Marinho Gomes

Conselho Fiscal
Presidente.............Orlando Lopes Carvalho da Silva
Secretário.............António Teixeira
Relator..................Artur Justiniano Gonçalves Bastos


domingo, maio 23, 2010

Coronel Sousa e Castro

Rodrigo Manuel Lopes de Sousa e Castro nasceu em Janeiro de 1944 no lugar da Cruz de Baixo, freguesia de Arnoia, concelho de Celorico de Basto.
Frequentou o ensino primário, no lugar do Monte, freguesia de Britelo, onde concluiu a 4ª classe. Em seguida ingressou no Colégio de S. Gonçalo, em Amarante e já no Liceu D. Manuel II, no Porto, concluiu o terceiro ciclo. Com dezoito anos de idade e após ter concluído o 7º ano, concorreu à universidade mas acabou por frequentar o curso na Academia Militar.
Em 1966/67, cumpriu como alferes a primeira comissão de serviço em Angola. Em 1970/72, com o posto de capitão, realizou a segunda comissão de serviço em Moçambique.
Regressado à Metrópole, em 19973/74 integrou na clandestinidade a Comissão Coordenadora do Movimento dos Capitães, tendo participado em Março de 1974 na elaboração do programa político “O Movimento das Forças Armadas e a Nação” e na organização que desencadeou a operação militar de 25 de Abril.
Depois de ter orientado o levantamento das forças militares a Norte, na madrugada do dia 25 de Abril, já estava na Pontinha, em Lisboa, onde assistiu à chegada do deposto Presidente do Conselho, Marcelo Caetano, e à “tomada” do Posto de Comando pelo General António de Spínola, o primeiro Presidente da República pós-revolução.
De Março de 1975 até ao ano de 1982 pertenceu ao Conselho da Revolução. Também integrou o Grupo dos Nove, no verão quente de 1975, que contribuiu para travar os ímpetos esquerdistas da época. Quando ocorreu o 25 de Novembro do mesmo ano, desempenhava funções no Posto de Comando instalado no Palácio de Belém, sob o comando directo do Presidente da República, General Costa Gomes.
Em 1981 é promovido a major. Posteriormente, no âmbito do processo de reconstituição das carreiras dos militares envolvidos na Revolução dos Cravos, que permitira a transição democrática, foi promovido a coronel.
Por deliberação do Município de Celorico de Basto foi atribuído o seu nome a uma rua junto à Biblioteca Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.

Sousa e Castro publicou as suas memórias

O Coronel Sousa e Castro, é o autor do livro “Capitão de Abril, Capitão de Novembro” com a chancela da editora Guerra & Paz, integrado na colecção O Passado e o Presente, conta com o prefácio do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
Ao longo do livro “Capitão de Abril, Capitão de Novembro” o coronel Sousa e Castro relata os episódios que rodearam a revolução de 1974 e o 25 de Novembro de 1975.
“ É um elucidativo testemunho de vida. De quem continuo a ver, como via há 35 anos: sonhador, ingénuo, simpático, lutador, desprendido, coração ao pé da boca, amigo dos seus amigos, independente de partidos e tentando compreendê-los e entender o seu papel”, escreve o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa no prefácio.
Este livro “é a narrativa do percurso pessoal de um jovem capitão que, por razões geracionais e outras fortuitas, se vê envolvido, ora como participante activo, ora como observador privilegiado, num conjunto de acontecimentos político-militares que marcaram a história de Portugal no último quartel do século XX”, considera o celoricense Sousa e Castro.