sábado, janeiro 29, 2011

Fonte da Vila

“Típica fonte de espaldar integrada no vão de um arco adossado a muro de granito que sustenta o antigo passeio público da vila.
No centro do espaldar da fonte surge bica que verte água para taça gomada suportada por modilhão assente em supedâneo.
A bica é encimada por uma cartela oval, ladeada por volutas em alto-relevo, com a inscrição de 1772 (parcialmente apagada) alusiva à construção desta fonte, então considerada essencial para a população da nova sede concelhia.
Presentemente está voltada para ampla praça lajeada a granito, pontuada por bancos corridos, do mesmo material, e no eixo da fonte dois espelhos de água rectangulares com sucessão de repuxos.”
A Praça Albino Alves Pereira, que outrora se chamou Largo do Município, sofreu obras de remodelação no ano de 2007.


sábado, dezembro 18, 2010

Boas Festas 2011

Clube Recreativo de Canedo

O Clube Recreativo de Canedo foi fundado em 1976 na freguesia de Canedo de Basto, concelho de Celorico de Basto, por um grupo de jovens, que pretendiam promover o futebol, participando nos Campeonatos Distritais da Associação de Futebol de Braga.
As equipas de futebol sempre foram constituídas por jovens atletas da freguesia e de outras localidades próximas, nomeadamente da vila de Celorico de Basto.
A sua sede social sempre funcionou numa sala da Junta de Freguesia e contava com mais de uma centena de associados, que permitia enfrentar as dificuldades financeiras para participar no Campeonato Distrital da 3ª Divisão da A.F. de Braga.
O campo de jogos “Campo Santo António” é propriedade do C.R.Canedo, com as condições mínimas para a prática do futebol.
Na década dos anos 80 do séc. XX, devido ao êxodo dos jovens da freguesia para o estrangeiro o Clube encerrou a sua actividade desportiva.

25-03-1977
1ª Equipa do Clube Recreativo de Canedo,
composta por atletas da freguesia


Em cima: António Vila Nune, Jorge Teixeira, José Costa, Bernardino Oliveira, Zeca Carvalho, Aventino Costa, Bernardino Lima e José Maria.
Em baixo: Artur Dias, António Maria, Peixoto Lima, Fernando Mota, Nelo Mota, António Mota, Aventino Lima Mota


domingo, novembro 21, 2010

O Povo de Basto - Jornal Centenário

O jornal “O POVO DE BASTO” foi o primeiro jornal que se editou em Celorico de Basto após a Revolução de 5 de Outubro de 1910 e um dos mais antigos da Região de Basto.
Desde o primeiro número publicado em 21 de Novembro de 1910, este jornal se impunha como uma voz defensora dos interesses de toda a região de Basto.
A sua linha editorial sempre se pautou na “defesa dos interesses locais, não para os servir sob o critério estreito e apaixonado, que tantas vezes deforma as boas causas, mas enquadrando-os, sempre que possível, nas necessidades mais profícuas ao interesse geral”. E “propomo-nos ser um veículo de formação e informação verdadeiras; arredaremos das nossas páginas todos os malabarismos ou artimanhas, tão lamentavelmente ao gosto de espíritos e interesses mesquinhos; e na legítima função crítica de que não abdicamos, não pactuaremos com insinuações, insultos ou calúnias que enxameiam e deslustram certas folhas que as acolhem”.
O seu fundador, Dr. António Rodrigues Salgado, nasceu em Britelo, Celorico de Basto em 1883. Formado em Direito, na cidade de Coimbra, participou activamente no movimento republicano.
Depois da proclamação da República foi nomeado Administrador do Concelho de Celorico de Basto (1910-1913). Considerado uma das figuras cimeiras da Primeira República, aceitou em finais de 1914, o cargo de Governador Civil de Ponta Delgada. Posteriormente, na terra que o viu nascer, “lutou intemeratamente pela concretização dos ideais mais progressivos do seu tempo”.
Faleceu no dia 11 de Dezembro de 1933, apenas com 50 anos de idade e em pujante actividade.
Desde 28 de Maio de 1926, após o deflagrar da ditadura, a Censura fez a vida negra a este periódico. E, assim, surgiram as multas impostas por via administrativa, sem apreciação pelos Tribunais, que destruíram pelo País abaixo toda a imprensa com veleidade de independência.
Isto aconteceu a “O POVO DE BASTO”; em finais de 1933, sofrendo multa de valor incomportável, viu-se obrigado a suspender a publicação.
Surge então outro jornal intitulado “Gente de Basto” e dirigido pelo jovem estudante de Direito em Coimbra, António Marinho Dias, já então colaborador da “Seara Nova”.
O 1º número de “Gente de Basto” foi publicado em 18 de Novembro de 1933, que foi “logo arbitrariamente apreendido pelos esbirros do fascismo”, pois consideraram que “Gente também é Povo”.
Ao longo da sua centenária vida, “O POVO DE BASTO” não terá sido sempre o mesmo, mas houve um princípio que defendeu sempre e fez dele a sua constante bandeira: defender os interesses do concelho de Celorico de Basto e da Região de Basto.


Directores do Jornal “O Povo de Basto”

Fundação em 21 de Novembro de 1910


Director: Dr. António Rodrigues Salgado
Editor: Augusto Cardoso Magalhães

» Em finais de 1933 foi suspensa a sua publicação pela Comissão de Censura


15 de Outubro de 1978: Ano I, nº 1, II Série


Director: Dr. António Marinho Dias
Proprietário: António Abraão de Sousa
Redacção e Administração: Rua 5 de Outubro – Celorico de Basto
Composição e Impressão: Tipografia Moderna de António Abraão de Sousa e Irmão Lda.


15 de Julho de 1993: III Série


Director e Proprietário: Carlos Alberto Alves Teixeira
Sede: Fermil – Molares – Celorico de Basto
Redacção: Rua Serpa Pinto – Celorico de Basto
Fotocomposição e Montagem: G. Moderna de Fermil de Basto, Lda.
Impressão: T.I.G. – Tipografia de Guimarães, Lda.


15 de Janeiro de 1995: IV série

Director e Proprietário: Carlos Alberto Alves Teixeira
Sede: Fermil – Molares – Celorico de Basto
Redacção: Rua Serpa Pinto – Celorico de Basto
Fotocomposição, Montagem e Impressão: G.M. Fermil de Basto, Lda.


15 de Abril de 1996


Director e Proprietário: José Carlos Ferreira Leite
Sede e Redacção: Rua Serpa Pinto – Celorico de Basto
Fotocomposição, Montagem e Impressão: G.M. Fermil de Basto, Lda.


Desde finais de 1999


Director: António Maria Silva Teixeira
Proprietário: Herdeiros de José Carlos Ferreira Leite
Redacção: Rua Serpa Pinto – Celorico de Basto
Impressão: Gráfica Diário do Minho – Braga

sábado, outubro 16, 2010

Beatificação de Monsenhor Albino Cunha e Silva

O Padre Albino Alves da Cunha e Silva, natural da freguesia de Codessoso, Celorico de Basto, em 1912 com 30 anos de idade, rumou para o Brasil, mais concretamente para a actual cidade de Catanduva.
Para perpetuar a sua memória, a Fundação Padre Albino organiza todos os anos a “Semana Monsenhor Albino” onde apresenta a vida e obra deste incansável padre celoricense.
No dia 20 de Setembro de 2010, na missa de abertura da XIX Semana Monsenhor Albino, foi anunciado que a Fundação pretende iniciar o processo de beatificação do Padre Albino.
Nesta cerimónia foi lembrada a fama de santo que o Padre Albino tinha no conceito do povo. Foi realçado que “quando vivo, já se falava que ele era um padre-santo”.
O Bispo de Catanduva já submeteu a ideia ao Conselho de Presbíteros que a aceitou.
O processo de beatificação tem duas etapas – a diocesana e a romana.
Na primeira etapa, o Bispo investiga sobre a vida, virtudes, fama de santidade e possíveis milagres do Padre Albino.
Encerrada a etapa diocesana do processo, este será encaminhado ao Vaticano, à Congregação para as Causas dos Santos, que dá inicio à fase romana do processo.
A beatificação é o primeiro passo rumo à canonização: o título de Beato quer dizer que é permitido prestar-lhe culto público, mas limitado a algumas regiões, enquanto o Santo é venerado em toda a Igreja.

Casa onde nasceu Monsenhor Albino Alves da Cunha e Silva

sábado, setembro 25, 2010

Vindimas

Fomos assistir a um dia de vindimas na Casa do Seixo, em Fermil de Basto, na Região Demarcada dos Vinhos Verdes.
Logo pela manhã os vindimadores concentraram-se no largo da casa, para receberem indicações do dia de trabalho que tinham pela frente nas verdejantes vinhas.
Esta região é caracterizada pela existência de pequenos produtores, com a manifesta preocupação em obterem vinhos de qualidade, com os melhores sabores, reforçando a notoriedade deste néctar.
Neste sentido alguém dizia “as uvas secas e podres não vão para os cestos” e a selecção para a qualidade continuava no tapete à porta da adega.
A apanha das uvas foi intercalada pelo pequeno-almoço e almoço, não havia tempo a perder pois tudo tinha que ficar concluído até ao final da tarde.
Quando chegou o último tractor, os cestos foram descarregados e as uvas passavam no desengaçador a caminho dos lagares.
No caso do vinho branco, sumo e películas são bombeadas directamente para uma prensa de onde o mosto sai para uma balsa e mais tarde se procede à prensagem para retirar o restante.
Imediatamente é depositado em cubas de aço inoxidável onde vai fermentar a temperatura controlada de maneira a que o aroma do vinho verde não se perca.
Todo este processo é feito no menor espaço de tempo possível de forma a evitar que o mosto esteja em contacto com o ar, pois neste caso o oxigénio é um inimigo: oxida o mosto o que resulta na perda de qualidade do vinho.
Depois de uma jornada de trabalho estes homens e mulheres mantinham um sorriso e alegria, espelho do sentimento de missão cumprida.
Após o jantar, alguns trabalhadores entraram nos lagares para a pisa do vinho. Com os calções bem puxados para cima, durante quase três horas marcham literalmente para a frente e para trás.
Enquanto estes homens pressionam as uvas com os pés, contra o chão do lagar de granito, para extrair o sumo e afundar as grainhas e as películas das uvas, criando uma manta de mosto; dois tocadores de acordeão ensaiam algumas músicas tradicionais para ajudar a manter o ritmo da “marcha”. É caso para dizer: um ritual bonito de ver mas duro de cumprir.
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Casa do Paço na freguesia de Basto Santa Tecla, 
Setembro de 1964.
Uma pausa dava lugar à musica e dança.

Lugar da Venda Nova, freguesia de Britelo, 
Setembro de 1965.
Toda a família marcava presença nos trabalhos da vindima.