segunda-feira, abril 25, 2011

25 de Abril

A revolução do 25 de Abril de 1974 derrubou a ditadura e criou condições para a implantação da democracia.
Se recuássemos duas ou três décadas antes do 25 de Abril de 1974, não reconhecíamos Portugal. Não havia liberdade, toda a informação e as formas de expressão cultural eram totalmente controladas, quer a imprensa, o cinema, o teatro, as artes plásticas, a música e a escrita. Existia censura, simbolizada no lápis azul, em que o Governo dispunha de poderes para aplicar sanções aos jornais, sem a prévia intervenção dos tribunais. As actividades políticas, associativas e sindicais eram quase nulas e controladas pela polícia política (PIDE/DGS).
Não existiam eleições livres e a União Nacional/Acção Popular era a única organização política com actividade legal e ligada, obviamente, ao regime.
Os opositores tinham que agir na clandestinidade ou refugiar-se no exílio, e quando eram acusados das suas “actividades”, como por exemplo ouvir algumas rádios clandestinas, como a Voz da Alemanha, a BBC, a Rádio Argel ou a Rádio Moscovo, eram presos pela PIDE.
Não existia o direito de reunião e de livre associação em Portugal.
Nessa altura, as escolas tinham salas e recreios separados para rapazes e raparigas.
Também decorria a guerra colonial em Angola, em Moçambique e na Guiné.
Efectivamente, a Revolução dos Cravos, como ficou conhecida a Revolução de Abril, derrubou uma ditadura de direita, sem uma guerra civil, e nas primeiras horas desse dia, o Movimento das Forças Armadas (MFA) ocupou as instalações da R.T.P., da Emissora Nacional, do Rádio Clube Português, do Aeroporto de Lisboa, do Quartel-general do Estado-maior do Exército, do Banco de Portugal, entre outras, consideradas fundamentais para o controlo da situação.
Após a difusão do primeiro comunicado ao país do MFA, verificou-se o cerco ao Quartel do Carmo, em Lisboa, onde estavam refugiados o Presidente do Conselho, Marcelo Caetano e alguns Ministros.
A meio da tarde, milhares de pessoas concentraram-se no Largo do Carmo e outras ruas de Lisboa, associando-se aos Capitães de Abril (onde se incluía o celoricense Rodrigo Sousa e Castro), para assistir à rendição do Governo de Marcelo Caetano.
Este foi o primeiro dia de uma vivência em democracia e liberdade em Portugal. Formaram-se partidos políticos e associações cívicas. Realizaram-se eleições livres. Terminou a guerra colonial. Foram muitas as conquistas do 25 de Abril, muita coisa mudou no nosso quotidiano, mas neste espaço, gostaríamos de destacar duas heranças deste dia histórico: a liberdade de pensamento e de expressão e a democratização do Poder Local.
Como homenagem ao Poder Local, recordamos os Presidentes do Município de Celorico de Basto que desempenharam o cargo autárquico aquando do 25 de Abril de 1974 até aos nossos dias.
Desde o período de transição até às eleições autárquicas livres, passando pelas comissões administrativas, foram seis os Presidentes da Câmara de Celorico de Basto que exerceram estas funções: Ernesto Faria Leal (exerceu o cargo desde 2 de Outubro de 1968 até 22 de Maio de 1974, assegurando a transição do poder), Domingos Alves Machado (era Vereador do anterior executivo e foi nomeado presidente por decreto, desde 19 de Junho a 16 de Outubro de 1974), António Marinho Dias (do MDP/CDE, presidiu à Comissão Administrativa entre 1974 e as primeira eleições autárquicas em 1976), João Pulido Almeida (eleito pelo CDS, que presidiu à autarquia entre 1977 e 1989), Albertino Mota Silva (eleito pelo PSD, liderou o Município desde 1989 a 2009), e Joaquim Monteiro Mota e Silva (eleito pelo PSD, desde Outubro de 2009).


sábado, abril 16, 2011

Feira de Fermil

A tradicional e secular Feira Anual de Fermil, mais conhecida por “feira dos 19 de Abril” por ser organizada neste dia na vila de Fermil de Basto.

sábado, março 19, 2011

Capital das Camélias

Nas inúmeras casas solarengas que existem no concelho de Celorico de Basto, podemos observar a beleza dos afamados jardins de Basto, “geometricamente concebidos, com seus talhões de novidades, casas de sombra e espelhos de água, as áleas e buxo e flores cameleiras”.
As camélias, também conhecidas como japoneiras, rosa-do-japão ou imperatriz do Oriente, símbolo de abundância, beleza ou perfeição, são provenientes das Terras do Sol Nascente.
A Camélia terá sido introduzida em Portugal na época dos Descobrimentos havendo noticia que Fernão Carvalho da Cunha Coutinho a trouxe da Índia no século XVI para a sua casa em Aldeia, freguesia de Veade, em Celorico de Basto.
Há quem defenda, que é à terra de Celorico de Basto e aos seus exímios jardineiros que se deve a grande proliferação das camélias em Portugal.
A arte de talhar as plantas, ou topiaria, permitiu transformar em verdadeiras esculturas vegetais as árvores que povoam e abundam nos jardins de Basto.
Entre as mais antigas árvores do país encontra-se a que figura nos maravilhosos jardins da Casa do Campo, em Molares, Celorico de Basto.
Quem visitar o concelho verificará que não há solar, casa senhorial, igreja ou casa tradicional que não possua alguns exemplares nas suas imediações, permitindo deslumbrar as cores vivas das suas flores em pleno inverno ou o verde denso das suas copas durante todo o ano.
Neste contexto, o Município de Celorico de Basto e a Empresa Municipal Qualidade de Basto, promovem há vários anos consecutivos a Festa Internacional das Camélias, durante o mês de Março, no sentido de preservar, valorizar e divulgar aos milhares de visitantes nacionais e estrangeiros, os jardins de camélias espalhados pelos inúmeros palacetes do concelho.
Há, portanto, um conjunto de iniciativas relacionadas com as camélias, desde a tertúlia de camélias, espaço de conversa sobre a flor, o mercado e exposição de camélias, o concurso de arranjos florais e de fotografias.
Também, durante este certame, estão disponíveis vários murais de camélias com arranjos realizados por alunos das escolas e associações do concelho.
O último dia do programa da Festa Internacional das Camélias, habitualmente é preenchido com uma visita a alguns jardins, onde é proporcionada aos apreciadores a oportunidade de admirarem inúmeros exemplares de cameleiras, artisticamente trabalhadas e que fornecem um encanto especial a estes jardins em Celorico de Basto, Capital das Camélias!












sábado, fevereiro 26, 2011

Clube Desportivo Celoricense


80 anos de história

1931-2011

O Clube Desportivo Celoricense foi fundado no dia 1 de Setembro de 1931. Mas o clube, na verdade, teve origem na União Desportiva Celoricense, que tinha surgido em 1926, onde figuraram grandes atletas celoricense, como António Machado Monteiro, Arnaldo Monteiro, Afonso Novais, António Novais, Álvaro Maia, Carlos Santos, Américo Lobo, Joaquim Lobo, Amândio Cardoso, Albino Freitas, António Carlos e Toninho da Mota, entre muitos outros que envergaram a camisola alvi-negra.
Em 1931 por intermédio de Joaquim Gonçalves Monteiro, Álvaro da Costa Teixeira de Morais e Alexandre de Magalhães, foi efectivamente fundado o Clube Desportivo Celoricense.
Até 1945, ano em que se filiou na A.F. de Braga, a sua actividade limitou-se à disputa de jogos de carácter amigável e a presença em torneios particulares na região. Os grandes impulsionadores da sua filiação foram António Alves Ribeiro, António Teixeira Novais, Afonso Teixeira Novais e António Coelho Mota.
È oportuno felicitar e aplaudir todos quantos ao longo destes oitenta anos, nas equipas técnicas, nos planteis dos diferentes escalões, nas sucessivas direcções ajudaram a construir o clube mais representativo do concelho de Celorico de Basto.
Muitos foram os Celoricenses, que na qualidade de dirigentes do C.D.C., por vezes com enormes dificuldades financeiras, que ameaçaram a sua própria existência, foram construindo a identidade deste nosso emblema. A este nível teremos sempre que recordar, Álvaro Maria da Silva Oliveira, António Maria Monteiro Magalhães Costa, Domingos Leite Andrade dos Santos, Luís Carvalho, Manuel Mesquita Alves Fontes e Casimiro Manuel de Campos Magalhães Costa e tantos outros que construíram a grandeza e a história do Desportivo.
À actual Direcção, presidida por Filipe Marinho, pede-se que prepare um programa com brilhantismo das Comemorações dos 80 anos do Clube Desportivo Celoricense.
Oitenta anos não se comemoram todos os dias e por isso estamos a preparar a publicação de um livro que perpetue esta efeméride e possibilite revisitar estes anos de vida desta colectividade, que muito orgulha os Celoricenses.
Para que tal aconteça, é desejável que todos os atletas ou seus familiares facultem fotografias, recortes de jornais ou outro material com interesse para a história do nosso clube que hoje nos identifica enquanto Celoricenses.
Parabéns pelo 80º aniversário e a todos quantos trabalharam e trabalham para engrandecer, em cada dia que passa, o Clube Desportivo Celoricense.

Época 1946/47 - 2ª Divisão Nacional de Futebol

Época 1963/64 - Primeira equipa de Juniores do C.D.C.

Taça da A.F. de Braga, jogo com o Vitória de
Guimarães na década de 60

Época 1966/67 - 2ª Divisão Distrital da A.F. de Braga

Um misto de jogadores na década de 70 num encontro promovido por Rodrigo Sousa e Castro
Época 1985/86 - 1ª Divisão da A.F. de Braga

Época 1986/87 - Subida à 3ª Divisão Nacional de Futebol

Época 2009/10 - Campeão da Série B da 1ª Divisão 
da A.F. de Braga

sábado, janeiro 29, 2011

Fonte da Vila

“Típica fonte de espaldar integrada no vão de um arco adossado a muro de granito que sustenta o antigo passeio público da vila.
No centro do espaldar da fonte surge bica que verte água para taça gomada suportada por modilhão assente em supedâneo.
A bica é encimada por uma cartela oval, ladeada por volutas em alto-relevo, com a inscrição de 1772 (parcialmente apagada) alusiva à construção desta fonte, então considerada essencial para a população da nova sede concelhia.
Presentemente está voltada para ampla praça lajeada a granito, pontuada por bancos corridos, do mesmo material, e no eixo da fonte dois espelhos de água rectangulares com sucessão de repuxos.”
A Praça Albino Alves Pereira, que outrora se chamou Largo do Município, sofreu obras de remodelação no ano de 2007.