domingo, novembro 20, 2011

Fanfarra de Veade

A Fanfarra da Juventude de Veade – Associação Cultural e Recreativa foi constituída no dia 16 de Novembro de 1994, no Cartório Notarial de Celorico de Basto, pelos sócios fundadores, Maria da Conceição Moura Gonçalves, Maria Rosa Ribeiro Ramos e José Francisco Carvalho Machado. Faziam parte do grupo mais de 30 elementos, maioritariamente da freguesia de Veade e outros de localidades próximas, mas todos com o mesmo gosto pela música.
No entanto, a sua primeira actuação aconteceu durante as Comemorações do 25 de Abril de 1992, onde percorreu as principais artérias da Vila de Celorico de Basto e foi recebida com grande pompa e circunstância na Câmara Municipal nos Paços do Concelho, na praça Albino Alves Pereira.
Durante mais de seis anos actuaram em inúmeras festas e romarias nos concelhos de Celorico, Cabeceiras, Mondim de Basto, Ribeira de Pena, Fafe e Amarante.
Depois atravessaram uma fase com grandes dificuldades e acabaram por estar inactivos até Agosto deste ano, mas por iniciativa do Presidente da Direcção da Associação, Francisco Machado, após várias diligências, reactivou a Fanfarra de Veade.
Presentemente com cerca de 20 elementos já iniciaram os ensaios, mas ainda continuam abertas as inscrições de jovens que pretendam fazer parte desta formação musical.

Orgãos Sociais para o biénio 2011/2013

Assembleia-geral:

Presidente: Rui Manuel Gonçalves Freitas
1º Secretário: Ana Maria Correia Fernandes
2º Secretário: Maria das Dores Gonçalves da Silva

Direcção:

Presidente: José Francisco Carvalho Machado
Vice-presidente: Tânia Daniela Magalhães Portilho
Secretário: Natália Cristina de Sousa Ramos
Tesoureiro: Maria Rosa de Freitas Gonçalves
1º Vogal: Fernanda Maria Magalhães da Silva Freitas
2º Vogal: José Francisco Teixeira de Moura
3º Vogal: Alzira da Conceição Alves da Silva Moura

Conselho Fiscal:

Presidente: António Augusto Teixeira Oliveira
Relator: Rui Miguel Alves Meireles
Vogal: Carlos Miguel Magalhães Portilho

Fanfarra de Veade em Fermil de Basto no ano de 1994

sábado, outubro 15, 2011

Mosteiro de Arnóia

Com este trabalho pretende-se conhecer melhor a história do Mosteiro Beneditino de S. João do Ermo de Arnóia, cuja edificação é, provavelmente, anterior à fundação da nacionalidade portuguesa, apesar de não se saber ao certo a data em que terá sido edificado.
Existem várias teorias baseadas em fontes históricas que permitem concluir que este mosteiro já existia no século X.
Alguns autores atribuem a fundação do convento, no ano de 995, a D. Arnaldo de Baião, cavaleiro mítico e que durante a Reconquista da península, então invadida pelos muçulmanos, veio combater os infiéis de Almançor (anos 976 a 1002).
Mas, há quem defenda que a fundação do Mosteiro de S. João de Arnóia se deva a D. Múnio Moniz, alcaide do Castelo de Arnoia, honra concedida por D. Fernando I de Castela.
D. Múnio Moniz fazia parte dos cavaleiros da Gasconha, de estirpe nobre, que no ano de 998 entraram na península.
Depois de afastado o invasor islamita para sul do rio Douro, pensa-se que o repovoamento começou pela construção de vários cenóbios (comunidades religiosas).
Nesta época o Território Portucalense desenvolve-se também no aspecto político e geograficamente define-se naquilo que virá a chamar-se Portugal.
Ainda hoje existe o túmulo vazio de D. Múnio Moniz, que se encontra nos claustros do mosteiro, onde se pode ler “D. Múnio Moniz aqui jaz no seu mosteiro…na era de 1072” (ano de Cristo de 1034).
De referir que D. Múnio Moniz, quer tenha sido fundador do Mosteiro de Arnóia, ou apenas seu padroeiro, pelo facto de o ter valorizado, foi um cavaleiro de honrada estirpe e tronco familiar de D. Egas Moniz, aio e conselheiro do primeiro rei português, D. Afonso Henriques.
Devido à sua localização, este mosteiro “foi chamado S. João do Ermo, por ser em terra agreste junto ao Monte Farinha, que tem uma légua de subida”, segundo o padre Torcato Peixoto de Azevedo no livro “Memórias Ressuscitadas da Antiga Guimarães”.
Mas o lugar escolhido, conforme defende Frei Leão de S. Tomás, não foi por acaso. “Parece que os fundadores, como o queriam edificar em honra de S. João Baptista, escolheram lugar semelhante ao deserto; que ficava entre Jerusalém e Jericó, no qual o glorioso Baptista viveu quando saiu a baptizar e a pregar nas ribeiras do Jordão”.
O Convento foi muito rico, tratava-se de um “mosteiro grande e com muitas rendas”, senhor do couto de Rebordelo e Paradança situados além Tâmega e muitas outras terras que veio a perder no reinado de D. João I.
À semelhança do que aconteceu com vários outros templos, ao longo dos anos, a igreja sofreu obras de melhoramento e ampliação. Durante o século XVIII, a velha igreja românica deu lugar a um templo com torre sineira alta.
Ainda hoje podemos observar, junto à casa das Abegoarias, os diferentes períodos construtivos.
O historiador José Mattoso faz referência a uma doação de um proprietário do lugar de Cerqueda, a favor do mosteiro em 1075.
Conforme consta no livro “O Bispo D. Pedro e a Organização da Diocese de Braga” do padre Avelino Jesus Costa, também existe uma outra “doação de Rodrigo Pais em 1091 de numerosas propriedades ao mosteiro”.
Durante o reinado de D. Maria II, o Mosteiro de Arnóia não escapou ao decreto de 30 de Maio de 1834, em consequência das reformas do ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça Joaquim António Aguiar, conhecido como “O Mata Frades”, que extinguiu as Ordens Religiosas em Portugal.
“Os bens dos Conventos, Mosteiros, Colégios, Hospícios e quaisquer Casas de Religiosos das Ordens regulares” ficavam “incorporados nos próprios cofres da Fazenda Nacional”, determinava a legislação, tendo o Mosteiro de S. João de Arnóia sido confiscado, como todos os outros.
Para conhecer mais profunda e detalhadamente a história deste Mosteiro, aconselhamos a leitura da obra do P.e Dr. Armandino Pires Lopes, “Mosteiro de S. João Baptista de Arnóia”.


sábado, setembro 10, 2011

As Nossas Festas de Verão

Os meses de Verão são marcados por inúmeras Festas e Romarias que decorrem no Concelho de Celorico de Basto, a par do que acontece por todo o nosso Minho.
Efectivamente o Minho manifesta, na sua globalidade, uma identidade cultural que o distingue claramente das outras províncias portuguesas.


As festas aos Santos Populares, S. Tiago e S. Pedro na Vila, a festa a Frei Bernardo de Vasconcelos no Corgo, Nossa Senhora da Oliveira em S. Clemente, Nossa Senhora do Calvelo em Fervença, o Clamor da Roda em Vale de Bouro, Nossa Senhora da Goma em Gagos, Nossa Senhora da Conceição em Fermil, o S. Bartolomeu no Rego e a "Lavoura dos Cães" e a Romaria ao Santuário de Nossa Senhora do Viso, são as mais marcantes e as que ao longo dos últimos anos juntam milhares de forasteiros, para acompanhar as cerimónias religiosas e o programa festivo.
Nas Festas do concelho, em honra de S. Tiago, o momento alto, é o cortejo de admirável riqueza etnográfica, por muitos considerado o mais vivo e apelativo cartaz das festas, com inúmeras pessoas a representar, mantendo viva algumas tradições e costumes das nossas freguesias. Como não podia deixar de ser, estas festividades culminam com uma espectacular sessão de fogo de artifício, que são também momentos aprazíveis e o ponto final condigno do Feriado Municipal.
As nossas Festas de Verão são excepcionalmente brilhantes, proporcionam momentos de franco convívio e alegria, permitem o encontro com os nossos emigrantes que neste período nos visitam e, indubitavelmente, são do agrado geral, uma vez que tem momentos espectaculares, onde tudo é belo e sedutor, desde as alvoradas, os gigantones e cabeçudos, as feiras, os concertos musicais, os grupos folclóricos, as procissões religiosas, os cortejos etnográficos, as concertinas e cantares ao desafio, a iluminação, os foguetes e no fim da festa todos querem ver o fogo de artifício...
A freguesia de S. Bartolomeu do Rego, concelho de Celorico de Basto, possui uma das mais curiosas tradições, cujas origens mergulham nos tempos mais remotos da nossa civilização.
Trata-se da "Lavoura dos Cães" e o culto de Artemisa, que decorre durante as Festas de S. Bartolomeu, padroeiro da freguesia, no dia 24 de Agosto.



sábado, agosto 06, 2011

Feira de Artesanato e Gastronomia

Celorico de Basto apresenta a XIV edição da Feira de Artesanato e Gastronomia, de 12 a 15 de Agosto, no Mercado Municipal e no Parque Urbano do Freixieiro.
Com animação, tradição e cultura como pontos de destaque a abrilhantar o evento.
A XIV Feira de Artesanato e Gastronomia, um dos maiores certames organizados em Celorico de Basto, abre ao público no dia 12 de Agosto, pelas 18h00, e promete trazer ao concelho milhares de pessoas oriundas de todos os pontos do país.
O evento caracteriza-se pelo artesanato, pela gastronomia, pela mostra de vinhos e pelas actividades económicas. Todos os visitantes poderão usufruir da melhor gastronomia nos diferentes restaurantes e tasquinhas presentes.

Festas de S. Caetano - Gagos

Nos dias 6 e 7 de Agosto vão ter lugar na freguesia de Gagos, concelho de Celorico de Basto, as festas a S. Caetano, que são uma das mais antigas da região. O programa atempadamente distribuído, tem como habitualmente a par de vários e significativos actos religiosos, muita animação.
No Domingo destaca-se o clamor em honra de S. Caetano que sai da igreja paroquial com destino à capela no Alto do Monte, onde é celebrada a missa cantada e sermão.
Ao final da tarde decorre a Majestosa Procissão com vistoso figurado alegórico e lindos andores.