domingo, novembro 25, 2012

Quinta da Raza


A Quinta da Raza situa-se no lugar de Peneireiros, freguesia de Veade, concelho de Celorico de Basto, Sub-Região de Basto (DOC), em plena Região dos Vinhos Verdes.
A Quinta apresenta um microclima influenciado pelas montanhas que a rodeiam e pelo rio Tâmega que a atravessa.
Com encostas suaves, exposição solar magnífica, proporciona a produção de uvas de excelente qualidade, desde a casta Azal, Arinto e Vinhão ao Alvarinho.
Foi a grande paixão pelas Terras de Basto que levou o casal Mafalda e Diogo Teixeira Coelho a projectar, reestruturar e explorar os actuais 40 hectares de vinha em sistema contínuo.
Diogo Teixeira Coelho, descendente directo desta família que, desde tempos remotos, se dedica à produção de vinho, tem a sua paixão pelo maravilhoso mundo dos vinhos e cedo se apercebeu das características vitivinícolas ímpares da região de Basto.
Em 1987 inicia a sua actividade como viticultor. O potencial que o lugar encerra, a sua paixão pela agricultura e pelo mundo dos vinhos foram algumas das razões impulsionadoras para o seu empenho, com entusiasmo e extrema dedicação na necessária reestruturação vitivinícola da exploração agrícola que passara a administrar.
Em 2008 foi considerado pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes o "Jovem Viticultor do Ano”.
Possuem uma nova adega, construída de raiz, com equipamento moderno, que revela o empreendorismo e visão do mundo vitivinícola, pretendendo atingir novos mercados, sempre com valor acrescentado, utilizando várias castas autóctones.
Ao longo dos últimos anos, os vinhos verdes Dom Diogo foram distinguidos em diversos concursos nacionais e internacionais e por diversas revistas da especialidade.

A história da Quinta

A Casa do Outeiro situada em Veade, Celorico de Basto, em plena região dos vinhos verdes é um imóvel classificado de interesse público pelo Instituto Português do Património. A sua história remonta a meados do século XVII, estando desde sempre na posse da família.
Em 1860, esta casa foi consumida quase na totalidade por um incêndio. O seu proprietário de então, Inácio Xavier Teixeira de Barros, moço-fidalgo da Casa Real, com exercício no Paço, resolveu restaurá-la com uma bela traça, mais comum à época.
As principais orientações produtivas da Casa do Outeiro eram, tradicionalmente, a vinha, a exploração florestal, a pecuária de carne, cereais e pomares de macieiras. Contudo, já nessa época se dava maior realce à cultura da vinha pela sua qualidade e importância económica que gerava.
Ainda hoje, nas traseiras do solar, é possível ver uma parte “medieval” da Casa do Outeiro, que serve de apoio à produção agrícola.
Na década de 90, do século passado, deu-se início a modificações profundas na exploração agrícola e à remodelação das vinhas da casa.
Todas as vinhas tradicionais de bordadura, ramadas, enforcado e latadas de uvas tintas foram reconvertidas em vinha nova, com novos encepamentos, tanto brancos como tintos e sistemas de condução inovadores e actuais.
A aquisição de máquinas agrícolas foi crucial para optimização dos custos de produção e os investimentos avultados na viticultura originaram um acréscimo de produção e qualidade da uva, que se refelectem nos vinhos extraordinários de tremenda elegância e harmonia, comercializados com a marca Dom Diogo.


domingo, setembro 30, 2012

Amigos do Vau

A praia fluvial do Vau, no rio Tâmega, recebeu uma vez mais um grupo de celoricenses, que durante um fim-de-semana acamparam nas suas margens.
Para além do convívio esta iniciativa visou também a limpeza das zonas circundantes, sensibilizando todos os habituais frequentadores, banhistas e pescadores, para a necessidade de manter sempre limpa esta zona, verdadeiramente idílica.
Estes amantes da natureza recordaram algumas memórias que ainda guardam dos tempos em que eram mais novos. A todos ressalta a imagem da barca do Sr. Luís do Vau, e as suas “aventuras” para atravessar pessoas ou mesmo algumas cabeças de gado, entre as duas margens.
Se nesses tempos era necessário recorrer às fontes para manter as bebidas frescas, estes campistas tinham agora frigorifico e arcas alimentadas por geradores, que também forneciam luz para as actividades nocturnas.
Sem duvida que a gastronomia é também um dos pontos fortes destes homens, que tão boa prova deram ao apresentar vários pratos, ao longo dos três dias. Desde uma sardinhada com pimentos, ao anho assado no forno a lenha, ao frango pica no chão e ao churrasco de várias carnes, sem esquecer umas magníficas pizzas, confeccionadas no local, que fizeram as delícias de todos os convidados e amigos que se juntaram ao convívio.
Animação foi coisa que não faltou, com grandes momentos de música tradicional, com a viola de Júlio Silva sempre acompanhado por alguns cavaquinhos.
Este ano permaneceram neste acampamento de verão:
Agostinho Silva, António Francisco Teixeira, Carlos Mota, Fernando Teixeira, Francisco Costa, Franklim Soares, João Portilho, Jorge Mota, José Pires Teixeira, Mateus Barros, Orlando Silva e Raul Teixeira.
Até à construção da barragem de Fridão / Codessoso, a população vai continuando a desfrutar estas belas paisagens, nas margens do rio Tâmega.


domingo, agosto 26, 2012

Prémios CVR Vinhos Verdes



O Palácio da Bolsa, no Porto, foi o palco escolhido pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) para anunciar todos os galardoados da edição de 2012.

A Gala do Vinho Verde, que há mais de 25 anos é promovida pela CVRVV, premiou este ano duas quintas do concelho de Celorico de Basto: a Quinta da Raza e a Quinta de Santa Cristina.
Este é o maior encontro anual de produtores, comerciantes e especialistas de Vinho Verde, onde um júri nacional constituído por representantes da CVRVV, do Instituto da Vinha e do Vinho, CVR congéneres, jornalistas da especialidade, escanções e consumidores dão a conhecer os vinhos galardoados nas várias categorias.

Lista dos premiados, do concelho de Celorico de Basto, na edição de 2012:

Medalha de Ouro:
- QUINTA DE SANTA CRISTINA - TRAJADURA Vinho Verde de Casta 

Medalha de Prata:
- DOM DIOGO AZAL - Vinho Verde Azal
- DOM DIOGO PADEIRO - Vinho Verde de Casta

Medalha Regional Minho Prata:
- QUINTA DE SANTA CRISTINA  - Vinho Regional Minho Branco

Medalha Verde Honra:
- QUINTA DE SANTA CRISTINA - Vinho Verde Rosado
- QUINTA DE SANTA CRISTINA - Vinho Verde Azal
- QUINTA DE SANTA CRISTINA - Vinho Verde Vinhão
- DOM DIOGO VINHÃO  - Vinho Verde Vinhão


domingo, junho 17, 2012

Escola Profissional de Fermil


A Escola Profissional de Fermil, Celorico de Basto foi criada em 1972 como Escola Técnica (Secção da Escola Técnica da Régua) com os cursos gerais de Agricultura, Formação Feminina, Mecânica e Electricidade, o que correspondia efectivamente às necessidades da região de Basto.
Mas foi em Março de 1970, aquando de uma visita a Celorico de Basto de um Subsecretário de Estado da Administração Escolar, que o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Ernesto Limpo de Faria Leal, correspondendo a uma velha aspiração de um grupo de personalidades ligadas ao mundo rural, lançasse, então, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um repto ao membro do governo: “(…) Quero referir-me à criação de uma Escola Agrícola (…) Além de satisfazer os anseios desta população agrícola que vive da agricultura e para a agricultura, de constituir um “arranque” na racionalização da lavoura, trabalhada ainda, por processos atávicos, teria aquele Instituto educacional um vasto campo operacional, na medida em que sendo uma região de policulturas, aqui os alunos poderiam complementar e desenvolver os seus conhecimentos de silvicultura, vinicultura, fruticultura, cerealicultura, olivicultura, da cultura do linho, do mel, etc…”.
Em 31 de Dezembro de 1971, por despacho do Ministro da Educação, foi criada uma Secção da Escola Técnica da Régua, entrando em funcionamento no ano lectivo de 1972/73.
A via profissionalizante – 12º ano – Técnico de Agricultura-Agro Pecuária, foi criada em 1977, na Escola Secundária de Fermil de Basto, o que permitia o acesso directo às Escolas Superiores Agrárias.
Em 1992, passados vinte anos da sua fundação e devido à reforma do ensino e à dinâmica do seu Conselho Directivo, adquiriu definitivamente a via profissional, tendo sido convertida em Escola Profissional de Fermil de Basto.
Desde a inauguração em 5 de Maio de 2005 do novo edifício, de construção moderna, acolhedora e funcional, esta escola tem diversificado a sua oferta de formação com o funcionamento dos cursos técnicos de Turismo Ambiental e Rural e técnico de Gestão de Pequenas e Média Empresas e Cooperativas.
Mais recentemente, a designação deste estabelecimento de ensino sofreu nova alteração, passando a denominar-se Escola Profissional de Fermil, Celorico de Basto, permitindo ser facilmente identificável.
Com capacidade para 230 alunos, esta escola foi criada para servir as necessidades da região, sobretudo nas áreas rurais, onde ganha especial destaque a agricultura.
Esta Escola Profissional possui uma exploração agrícola com mais de 23 héctares, o que permite aos alunos adquirirem competências nas áreas relacionadas com os respectivos cursos. A Quinta da Escola dispõe de recursos, como viveiros florestais, vacaria, ETAR biológica para tratamento de águas residuais, estufas agrícolas, vinha, adega, centro equestre e residência para estudantes e professores. 
Actualmente, no âmbito dos cursos agrícolas, os alunos produzem Kiwis, leite e vinho verde o que constitui o modus vivendi da escola.
A Escola Profissional de Fermil, Celorico de Basto tem uma parceria com a Universidade Católica e no âmbito da Formação em Contexto de Trabalho, vulgarmente conhecido por Estágios Profissionais, alguns alunos neste ano lectivo já passaram por empresas sediadas em França e no Brasil.



domingo, maio 13, 2012

Feira do Livro


A IV edição da Feira do Livro “Na Rota da Língua Portuguesa” decorreu de 7 a 12 de maio de 2012, num espaço novo com todas as condições para receber as centenas de visitantes que passaram pelo certame. 
Esta Feira do Livro “Na Rota da Língua Portuguesa” misturou inovação com conhecimento onde foi notória a envolvência da população, através das colectividades, com escritores e individualidades de destaque que transformaram a feira num roteiro cultural por excelência”, palavras do presidente da Câmara Municipal, Joaquim Mota e Silva.
A grande panóplia de livros foi o principal ponto de interesse no certame que tem como principal figura de destaque o patrono da Biblioteca Municipal, Marcelo Rebelo de Sousa. Note-se que o evento ainda contou com a presença de Isabel Jonet, actual presidente do Banco Alimentar. 
O momento alto incidiu no Sarau “Reviver África” moderado pelo patrono da Biblioteca Municipal de Celorico de Basto. Foram intervenientes, Albano Silva, reformado da Função Pública, Fernando Fevereiro, Diretor da Escola Profissional de Fermil, José Machado, Juíz aposentado e ainda o escritor, António Coimbra. Cada um com uma história diferente onde ficou notória a beleza e as dificuldades vividas por terras de África, que segundo Marcelo Rebelo de Sousa “é uma terra que, ou se ama ou se odeia”. 
Ao longo dos dias em que decorreu o evento, os visitantes puderam assistir à peça “Meninos de todas as cores”, a Hora do Conto com o “Auto das bestas” de Alfredo Dobrões, danças e outras interpretações. 
O certame apresentou ainda diversas exposições com imagens e outros artefactos referentes aos países representados. 
A IV edição da Feira do Livro permitiu a apresentação de vários livros de escritores nomeadamente, “Angola o Horizonte perdido” de António Coimbra, as várias obras de Alfredo Dobrões como o “Chorão”, “Camas de Papelão” de Álvaro Bastos, entre outros. 


terça-feira, maio 01, 2012

Tradições Pascais em Celorico de Basto



A festa da Páscoa é uma das mais importantes do calendário litúrgico Católico. Foi neste seguimento que a tradição pascal se cumpriu em todas as freguesias e lugares de Celorico de Basto; os crentes abriram as portas para receber o “Senhor”, transportado por gente de fé, acompanhado pelo sacerdote ou em sua substituição, por um leigo que, cada vez mais, são importantes na manutenção desta tradição.

A festa da Ressurreição de Jesus Cristo, em dia de Páscoa, assinalado este ano a 8 de Abril, é o ponto culminante de todo o ano litúrgico.
A Páscoa é celebrada no primeiro domingo depois da lua cheia que se segue ao equinócio da primavera. Assim, a festa da Páscoa poderá ocorrer entre o dia 22 de Março e 25 de Abril.
A origem da Páscoa vem de tempos remotos.
A aurora Pascal, entre nós, é manifestada ao logo dos anos por tradições e rituais que demonstram bem a vitalidade de uma cultura popular em torno desta festa.
Nos dias que antecedem o Domingo da Ressurreição, denominado por Tríduo Pascal, assistimos em várias freguesias, à envolvência da população em diversos rituais e encenações que recordam a vida e morte de Cristo.
No Domingo de Páscoa, dia de Ressurreição, encontramos uma das mais belas tradições que é o Compasso ou a visita pascal. No entanto, existem lugares em que a visita pascal só acontece na segunda-feira subsequente ou ainda no Domingo de Pascoela.
O Compasso é um dos rituais ansiosamente aguardado pelas famílias, em que o Pároco ou um leigo, vai de casa em casa, dando-lhes a beijar os pés Daquele que, na Cruz, resgatou a Humanidade.
O tilintar das sinetas significa a aproximação do Compasso com o sacerdote e um reduzido número de pessoas, que percorrem a paróquia a pé, acolhidos por um ambiente de convívio e de festa que transborda das casas para a rua e que se multiplica à volta da mesa e em aleluias de fraternidade.