domingo, março 24, 2013

Celorico de Basto em fotos

O crescimento de Celorico de Basto pode ser testemunhado pelas fotos de antigamente, que nos dão uma panorâmica enriquecedora do que éramos e do que fomos capazes de construir, enquanto uma comunidade.
Esse património de conhecimento local, encontra-se disperso por muitas pessoas que guardam em fotografia essas memórias e que se forem partilhadas com todos, constituirão um património de enorme potencial para o enriquecimento das gerações mais novas, fazendo crescer o gosto e o orgulho de ser Celoricense. Sabemos que uma imagem vale por mil palavras…
É essa informação que queremos que persista no futuro. Criamos o sítio celoricodigital.pt para “recolha e partilha de fotos e dados históricos, nomeadamente do património, personalidades ilustres, casas solarengas, associações e coletividades, costumes, lendas e tradições, enfim todas as coisas de antanho”.
É indiscutível o papel que a internet assumiu como meio de comunicação nas sociedades modernas. 
Aqui procuramos publicar textos com conteúdos históricos, associados às fotografias, permitindo aos leitores uma consulta fácil.
São muitas as palavras de apreço que temos recebido constituindo um forte incentivo para continuar este trabalho. Um dos grandes objetivos já foi conseguido, ou seja, nunca se falou tanto no “dever de memória” como nestes tempos, em que os celoricenses manifestam interesse em falar e procurar as suas raízes, em defender e preservar o seu património histórico, cultural, paisagístico e artístico.
Parafraseando alguém “um povo que não se orgulha da sua terra, naturalmente não a merece”. E neste concelho de Celorico de Basto, um recanto do Minho verdejante, temos uma paisagem tão variada entre as serras e os campos, os rios e as suas pontes, as suas vistas longínquas, onde desfrutamos os seus horizontes, quer seja do alto do castelo de Arnóia ou da serra do Viso. 
No sentido de aumentar o espólio fotográfico, com o objetivo de preservar a memória coletiva do nosso concelho, apelamos a todos os celoricenses que forneçam a título de empréstimo essas imagens para tratamento digital.
Desta forma pretende-se preservar um vasto e valioso espólio documental de interesse histórico e cultural, permitindo às gerações vindouras conhecer a história do seu concelho.













domingo, fevereiro 17, 2013

Árvore Centenária da Casa do Telhô

No dia 19 de Janeiro de 2013, devido ao mau tempo que se fez sentir em todo o país, uma árvore centenária tombou no logradouro da casa brasonada do Telhô, na freguesia de Arnóia, em Celorico de Basto.





sábado, janeiro 19, 2013

Quinta de Santa Cristina


A Quinta de Santa Cristina em Celorico de Basto, pela sua localização, na Sub-Região de Basto, uma região demarcada, uma DOC (denominação de origem controlada), ocupa com mérito próprio, um lugar de destaque na produção de vinhos verdes.
As suas vinhas estão localizadas no lugar de Santa Cristina (freguesia de Veade), sobranceiras à vila de Celorico de Basto, em solos com ótima exposição para a produção dos seus vinhos.
O nome de região do Vinho Verde caracteriza de forma fiel a paisagem do Minho, a região mais verde, a de maior índice pluviométrico, a mais fresca e viçosa de Portugal continental.
Composta por vinhedos de Salgueiros e Quinta dos Olivais, juntou-se a Quinta da Capela, ficando com uma área total de cerca de quarenta hectares de vinha nova, disposta em cordão duplo sobreposto numa exposição solar nascente/poente, produzindo de vinho verde de requintada qualidade.  
Segundo o proprietário e produtor António Pinto “este projeto foi pensado e desenvolvido para bem servir a região e dar-lhe prestígio” e a prova é que o vinho verde Santa Cristina, desde 2004 é medalhado ao mais alto nível, em diversos concursos nacionais e internacionais e por diversas revistas da especialidade.
O conceito que presidiu à criação deste projeto, sublinhou António Pinto, é “um conceito de Qualidade”, adiantando “tentamos obter conhecimento e competências devidas para prosseguirmos o caminho adequado, tendo em vista um produto final de qualidade, para um mercado cada vez mais exigente”.
Para uma contínua melhoria de qualidade produtiva estas vinhas são assistidas por técnicos e trabalhadores orientados pelo prestigiado enólogo Jorge Sousa Pinto, técnico com reconhecida competência e um vasto curriculum na área da enologia.
 A atividade vinícola de cariz essencialmente comercial da Quinta de Santa Cristina remonta ao ano de 2004. Desde essa data a aposta tem sido sempre na qualidade dos néctares produzidos nesta quinta situada nos arredores da vila de Celorico de Basto.
“Temos fundamentalmente apostado sempre na qualidade” referiu António Pinto, que pretende levar bem longe, do Minho ao Algarve, o nome dos vinhos de Santa Cristina e do próprio concelho de Celorico de Basto. Atualmente a marca já está consolidada no mercado nacional, pelo que a Sociedade Agrícola Garantia das Quintas iniciou um processo de internacionalização, junto de países como Alemanha, Luxemburgo, Brasil, Moçambique e Estados Unidos da América. A este propósito garantiu “devemos, antes de mais, consolidar uma imagem própria e forte no panorama interno, mas nunca tendo medo de arriscar no estrangeiro e de apostar em mercados cada vez mais abertos ao vinho português”.
O otimismo que António Pinto, um homem dos negócios nato, sente face às projeções de crescimento do consumo e também à qualidade crescente dos vinhos verdes levou-o a iniciar a construção de raiz de uma nova adega, com equipamento moderno, no centro das quintas, que permitirá criar uma unidade ecoturística na Quinta de Santa Cristina, onde os futuros visitantes poderão ter a oportunidade de degustar um bom vinho verde ou um espumante com qualidade garantida e usufruir de uma bela paisagem.
No que concerne às castas predominantes nestas vinhas, elas são o azal, o arinto, o loureiro e a trajadura e mais recentemente foi introduzido o alvarinho, que proporciona um vinho regional do Minho de topo – o alvarinho trajadura.
Dada a grande paixão e dedicação dos seus membros pelo sector vitivinícola, aliado às vinhas nos melhores solos e exposições e a um trabalho minucioso de vinificação, resultam vinhos extraordinários de tremenda elegância e harmonia, capazes de transmitirem plenos prazeres ao serem consumidos. 

domingo, novembro 25, 2012

Quinta da Raza


A Quinta da Raza situa-se no lugar de Peneireiros, freguesia de Veade, concelho de Celorico de Basto, Sub-Região de Basto (DOC), em plena Região dos Vinhos Verdes.
A Quinta apresenta um microclima influenciado pelas montanhas que a rodeiam e pelo rio Tâmega que a atravessa.
Com encostas suaves, exposição solar magnífica, proporciona a produção de uvas de excelente qualidade, desde a casta Azal, Arinto e Vinhão ao Alvarinho.
Foi a grande paixão pelas Terras de Basto que levou o casal Mafalda e Diogo Teixeira Coelho a projectar, reestruturar e explorar os actuais 40 hectares de vinha em sistema contínuo.
Diogo Teixeira Coelho, descendente directo desta família que, desde tempos remotos, se dedica à produção de vinho, tem a sua paixão pelo maravilhoso mundo dos vinhos e cedo se apercebeu das características vitivinícolas ímpares da região de Basto.
Em 1987 inicia a sua actividade como viticultor. O potencial que o lugar encerra, a sua paixão pela agricultura e pelo mundo dos vinhos foram algumas das razões impulsionadoras para o seu empenho, com entusiasmo e extrema dedicação na necessária reestruturação vitivinícola da exploração agrícola que passara a administrar.
Em 2008 foi considerado pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes o "Jovem Viticultor do Ano”.
Possuem uma nova adega, construída de raiz, com equipamento moderno, que revela o empreendorismo e visão do mundo vitivinícola, pretendendo atingir novos mercados, sempre com valor acrescentado, utilizando várias castas autóctones.
Ao longo dos últimos anos, os vinhos verdes Dom Diogo foram distinguidos em diversos concursos nacionais e internacionais e por diversas revistas da especialidade.

A história da Quinta

A Casa do Outeiro situada em Veade, Celorico de Basto, em plena região dos vinhos verdes é um imóvel classificado de interesse público pelo Instituto Português do Património. A sua história remonta a meados do século XVII, estando desde sempre na posse da família.
Em 1860, esta casa foi consumida quase na totalidade por um incêndio. O seu proprietário de então, Inácio Xavier Teixeira de Barros, moço-fidalgo da Casa Real, com exercício no Paço, resolveu restaurá-la com uma bela traça, mais comum à época.
As principais orientações produtivas da Casa do Outeiro eram, tradicionalmente, a vinha, a exploração florestal, a pecuária de carne, cereais e pomares de macieiras. Contudo, já nessa época se dava maior realce à cultura da vinha pela sua qualidade e importância económica que gerava.
Ainda hoje, nas traseiras do solar, é possível ver uma parte “medieval” da Casa do Outeiro, que serve de apoio à produção agrícola.
Na década de 90, do século passado, deu-se início a modificações profundas na exploração agrícola e à remodelação das vinhas da casa.
Todas as vinhas tradicionais de bordadura, ramadas, enforcado e latadas de uvas tintas foram reconvertidas em vinha nova, com novos encepamentos, tanto brancos como tintos e sistemas de condução inovadores e actuais.
A aquisição de máquinas agrícolas foi crucial para optimização dos custos de produção e os investimentos avultados na viticultura originaram um acréscimo de produção e qualidade da uva, que se refelectem nos vinhos extraordinários de tremenda elegância e harmonia, comercializados com a marca Dom Diogo.


domingo, setembro 30, 2012

Amigos do Vau

A praia fluvial do Vau, no rio Tâmega, recebeu uma vez mais um grupo de celoricenses, que durante um fim-de-semana acamparam nas suas margens.
Para além do convívio esta iniciativa visou também a limpeza das zonas circundantes, sensibilizando todos os habituais frequentadores, banhistas e pescadores, para a necessidade de manter sempre limpa esta zona, verdadeiramente idílica.
Estes amantes da natureza recordaram algumas memórias que ainda guardam dos tempos em que eram mais novos. A todos ressalta a imagem da barca do Sr. Luís do Vau, e as suas “aventuras” para atravessar pessoas ou mesmo algumas cabeças de gado, entre as duas margens.
Se nesses tempos era necessário recorrer às fontes para manter as bebidas frescas, estes campistas tinham agora frigorifico e arcas alimentadas por geradores, que também forneciam luz para as actividades nocturnas.
Sem duvida que a gastronomia é também um dos pontos fortes destes homens, que tão boa prova deram ao apresentar vários pratos, ao longo dos três dias. Desde uma sardinhada com pimentos, ao anho assado no forno a lenha, ao frango pica no chão e ao churrasco de várias carnes, sem esquecer umas magníficas pizzas, confeccionadas no local, que fizeram as delícias de todos os convidados e amigos que se juntaram ao convívio.
Animação foi coisa que não faltou, com grandes momentos de música tradicional, com a viola de Júlio Silva sempre acompanhado por alguns cavaquinhos.
Este ano permaneceram neste acampamento de verão:
Agostinho Silva, António Francisco Teixeira, Carlos Mota, Fernando Teixeira, Francisco Costa, Franklim Soares, João Portilho, Jorge Mota, José Pires Teixeira, Mateus Barros, Orlando Silva e Raul Teixeira.
Até à construção da barragem de Fridão / Codessoso, a população vai continuando a desfrutar estas belas paisagens, nas margens do rio Tâmega.