sábado, junho 15, 2013

Albino Alves Pereira

Natural da freguesia de Arnoia, concelho de Celorico de Basto foi mandado muito cedo para o Brasil, onde conseguiu situação de destaque, tornando-se um grande comerciante, mercê das suas qualidades e persistência.
Ainda novo adoeceu gravemente e veio para a Pátria, procurar alívio para os seus males. No hospital de S. José, onde recolheu, recebeu a visita de alguns conterrâneos entre os quais a do provedor do hospital, Comendador Justino Mota Ribeiro que ali foi expressamente visitá-lo.
Em conversa, disse ignorar que havia um hospital na freguesia onde tinha nascido. De facto, o Hospital de Arnóia, tinha sido votado quase ao abandono durante mais de 30 anos.
Prometeu fazer o que pudesse em seu favor, e assim, foi membro da Mesa do hospital de S. Bento de Arnóia, tendo deixado em testamento a esta instituição toda a fortuna. O inventário decorreu no Brasil recebendo o hospital quantia superior a 200 contos a maior doação que até essa altura (1920) recebera. Os juros durante dois anos chegaram para fazer as indispensáveis obras de adaptação da antiga residência do pároco.
Os restos mortais foram transladados de Lisboa para o cemitério de Arnóia, onde marca presença o busto em mármore de Albino Alves Pereira.
Faz parte da galeria dos grandes beneméritos do Hospital de S. Bento de Arnóia.

Livro de Atas da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia e Hospital civil de S. Bento de Arnóia

Ata da sessão ordinária de 4 de Outubro de 1925
Ano de mil novecentos e vinte e cinco, aos quatro dias do mês de Outubro, nesta secretaria do Hospital de Arnóia e sala das sessões, compareceram o senhor Justino Mota Ribeiro – Vice Provedor em exercício e os mesários Faustino de Oliveira Camelo; Vasco Gustavo Monteiro e Amândio Barbosa de Abreu e Lima Figueiredo para se resolver acerca do expediente e atos de interesse para este hospital.
O senhor Vice Provedor, por ser a hora designada, abriu a sessão e seguidamente o secretário leu a ata que antecede, a qual por todos foi aprovada. Depois do exposto o senhor Vice Provedor fez a seguinte comunicação; que no próximo dia nove partia para Lisboa o testamentário senhor Casimiro Augusto de Almeida, para tratar da trasladação do cadáver do benemérito Albino Alves Pereira, daquela cidade para o cemitério desta freguesia de Arnóia, tudo de harmonia com as resoluções já tomadas por esta mesa; que achava da conveniência que toda a mesa, ou a sua maioria fosse aguardar o cadáver com os restos mortais daquele benemérito à estação de Amarante, e que esta mesa convidasse os irmãos e povo deste concelho a incorporarem-se no préstito desde Casal de Nino ao mesmo cemitério, mandando neste cemitério rezar por alma do mesmo benemérito uma missa, ofício e responsos.
Esta proposta foi unanimemente aprovada, ficando assente em expedirem-se os convites após a indicação do dia da chegada, assim como esta mesa, aprovou ou melhor, autorizou as despesas a efetuar com estes convites e despesas com o funeral incluindo a trasladação de Amarante ao cemitério, despesas estas que o senhor Faustino satisfará.
Nesta ata pelo senhor Firmino Teixeira da Mota Guedes foi entregue a esta mesa uma letra da quantia de noventa e nove libras e um chelim e nove pences do Banco do Brasil para esta Santa Casa receber e que são provenientes da liquidação final do legado deixado pelo benemérito referido Albino Alves Pereira, de juros dos bens inventariados e que não tinham sido incluídos no cálculo do remanescente.
Esta mesa por unanimidade resolveu agradecer ao Excelentíssimo senhor Rocha Mascarenhas, do Rio de Janeiro, procurador desta Santa Casa naquela cidade para efetuar a liquidação do aludido legado, missão que cumpriu com zelo, probidade e de molde a economizar a este hospital uns milhares de escudos, agradecimento que se tornará extensivo aos senhores advogados da escolha do mesmo senhor Mascarenhas: Doutor Justo de Moraes e Herbert Móses, moradores na Rua do Rosário, número cento e doze – Rio de Janeiro e também ao Doutor Francisco Monteiro de Sáles, testamentário do referido benemérito.
Também por unanimidade foi resolvido testemunhar ao senhor Firmino Teixeira Mota Guedes a sua gratidão e reconhecimento pela solicitude, probidade e boa vontade que sempre manifestou e pôs em prática a favor desta Santa Casa, pois no caso da liquidação do espólio no Rio de Janeiro a ele se deve a indicação, feliz lembrança, do senhor Mascarenhas como procurador da mesma liquidação, recebendo esta Santa Casa, por intermédio do mesmo senhor Mota Guedes, o dinheiro do espólio em quantia superior à calculada a receber.
Por último foi resolvido, por unanimidade, autorizar o senhor Tesoureiro a receber a referida letra, que nesta ata lhe foi entregue, e bem assim resolveram anunciar a juros e sobre hipoteca, ao juro mínimo de dez por cento, a quantia de onze mil escudos.
Por não haver mais a tratar encerrou-se esta sessão, e vai ser assinada esta ata por todos e por mim Amândio Barbosa de Abreu e Lima Figueiredo, escrivão que escrevi e li.

Praça Albino Alves Pereira (Em 2006 após obras de remodelação)

sábado, maio 25, 2013

Os Amigos das Tainadas

Os Amigos das Tainadas, um grupo de cantares populares, acabou de gravar recentemente um CD experimental com diversos temas já bem conhecidos do seu público. Este grupo de músicos é composto por onze elementos maioritariamente de Celorico de Basto e outros do vizinho concelho de Fafe.
Eduardo Lucas, Júlio Silva, José Teixeira, Raúl Teixeira, Vítor Monteiro, Jorge Monteiro, José Andrade, Carlos Oliveira, Guilherme Poças, Armando Monteiro e Serafim Mendes.

sábado, abril 06, 2013

Aletria Magazine

Foi lançado no dia 5 de Abril de 2013 o nº 0 da revista Aletria - magazine das Terras de Basto. Segundo o Diretor desta publicação trimestral, Luís Romano, a “revista pretende ser uma agregadora dos interesses de Basto, e consequentemente da sua gente. Um espaço próprio de discussão”. No seu editorial ainda escreve que “a sua leitura deverá ser encarada como uma fruição, do que propriamente uma necessidade”. E conclui que a Aletria pode ser “um ponto de abrigo do que não tem que ser exatamente uma notícia, mas sim perspetiva, perfil, trabalho, opinião e sentimento”.

Esta nova publicação apresenta quarenta e oito páginas, totalmente a cores, muito bem ilustrada, com uma apresentação gráfica excecional e excelentes trabalhos dos seus colaboradores.

domingo, março 24, 2013

Celorico de Basto em fotos

O crescimento de Celorico de Basto pode ser testemunhado pelas fotos de antigamente, que nos dão uma panorâmica enriquecedora do que éramos e do que fomos capazes de construir, enquanto uma comunidade.
Esse património de conhecimento local, encontra-se disperso por muitas pessoas que guardam em fotografia essas memórias e que se forem partilhadas com todos, constituirão um património de enorme potencial para o enriquecimento das gerações mais novas, fazendo crescer o gosto e o orgulho de ser Celoricense. Sabemos que uma imagem vale por mil palavras…
É essa informação que queremos que persista no futuro. Criamos o sítio celoricodigital.pt para “recolha e partilha de fotos e dados históricos, nomeadamente do património, personalidades ilustres, casas solarengas, associações e coletividades, costumes, lendas e tradições, enfim todas as coisas de antanho”.
É indiscutível o papel que a internet assumiu como meio de comunicação nas sociedades modernas. 
Aqui procuramos publicar textos com conteúdos históricos, associados às fotografias, permitindo aos leitores uma consulta fácil.
São muitas as palavras de apreço que temos recebido constituindo um forte incentivo para continuar este trabalho. Um dos grandes objetivos já foi conseguido, ou seja, nunca se falou tanto no “dever de memória” como nestes tempos, em que os celoricenses manifestam interesse em falar e procurar as suas raízes, em defender e preservar o seu património histórico, cultural, paisagístico e artístico.
Parafraseando alguém “um povo que não se orgulha da sua terra, naturalmente não a merece”. E neste concelho de Celorico de Basto, um recanto do Minho verdejante, temos uma paisagem tão variada entre as serras e os campos, os rios e as suas pontes, as suas vistas longínquas, onde desfrutamos os seus horizontes, quer seja do alto do castelo de Arnóia ou da serra do Viso. 
No sentido de aumentar o espólio fotográfico, com o objetivo de preservar a memória coletiva do nosso concelho, apelamos a todos os celoricenses que forneçam a título de empréstimo essas imagens para tratamento digital.
Desta forma pretende-se preservar um vasto e valioso espólio documental de interesse histórico e cultural, permitindo às gerações vindouras conhecer a história do seu concelho.













domingo, fevereiro 17, 2013

Árvore Centenária da Casa do Telhô

No dia 19 de Janeiro de 2013, devido ao mau tempo que se fez sentir em todo o país, uma árvore centenária tombou no logradouro da casa brasonada do Telhô, na freguesia de Arnóia, em Celorico de Basto.





sábado, janeiro 19, 2013

Quinta de Santa Cristina


A Quinta de Santa Cristina em Celorico de Basto, pela sua localização, na Sub-Região de Basto, uma região demarcada, uma DOC (denominação de origem controlada), ocupa com mérito próprio, um lugar de destaque na produção de vinhos verdes.
As suas vinhas estão localizadas no lugar de Santa Cristina (freguesia de Veade), sobranceiras à vila de Celorico de Basto, em solos com ótima exposição para a produção dos seus vinhos.
O nome de região do Vinho Verde caracteriza de forma fiel a paisagem do Minho, a região mais verde, a de maior índice pluviométrico, a mais fresca e viçosa de Portugal continental.
Composta por vinhedos de Salgueiros e Quinta dos Olivais, juntou-se a Quinta da Capela, ficando com uma área total de cerca de quarenta hectares de vinha nova, disposta em cordão duplo sobreposto numa exposição solar nascente/poente, produzindo de vinho verde de requintada qualidade.  
Segundo o proprietário e produtor António Pinto “este projeto foi pensado e desenvolvido para bem servir a região e dar-lhe prestígio” e a prova é que o vinho verde Santa Cristina, desde 2004 é medalhado ao mais alto nível, em diversos concursos nacionais e internacionais e por diversas revistas da especialidade.
O conceito que presidiu à criação deste projeto, sublinhou António Pinto, é “um conceito de Qualidade”, adiantando “tentamos obter conhecimento e competências devidas para prosseguirmos o caminho adequado, tendo em vista um produto final de qualidade, para um mercado cada vez mais exigente”.
Para uma contínua melhoria de qualidade produtiva estas vinhas são assistidas por técnicos e trabalhadores orientados pelo prestigiado enólogo Jorge Sousa Pinto, técnico com reconhecida competência e um vasto curriculum na área da enologia.
 A atividade vinícola de cariz essencialmente comercial da Quinta de Santa Cristina remonta ao ano de 2004. Desde essa data a aposta tem sido sempre na qualidade dos néctares produzidos nesta quinta situada nos arredores da vila de Celorico de Basto.
“Temos fundamentalmente apostado sempre na qualidade” referiu António Pinto, que pretende levar bem longe, do Minho ao Algarve, o nome dos vinhos de Santa Cristina e do próprio concelho de Celorico de Basto. Atualmente a marca já está consolidada no mercado nacional, pelo que a Sociedade Agrícola Garantia das Quintas iniciou um processo de internacionalização, junto de países como Alemanha, Luxemburgo, Brasil, Moçambique e Estados Unidos da América. A este propósito garantiu “devemos, antes de mais, consolidar uma imagem própria e forte no panorama interno, mas nunca tendo medo de arriscar no estrangeiro e de apostar em mercados cada vez mais abertos ao vinho português”.
O otimismo que António Pinto, um homem dos negócios nato, sente face às projeções de crescimento do consumo e também à qualidade crescente dos vinhos verdes levou-o a iniciar a construção de raiz de uma nova adega, com equipamento moderno, no centro das quintas, que permitirá criar uma unidade ecoturística na Quinta de Santa Cristina, onde os futuros visitantes poderão ter a oportunidade de degustar um bom vinho verde ou um espumante com qualidade garantida e usufruir de uma bela paisagem.
No que concerne às castas predominantes nestas vinhas, elas são o azal, o arinto, o loureiro e a trajadura e mais recentemente foi introduzido o alvarinho, que proporciona um vinho regional do Minho de topo – o alvarinho trajadura.
Dada a grande paixão e dedicação dos seus membros pelo sector vitivinícola, aliado às vinhas nos melhores solos e exposições e a um trabalho minucioso de vinificação, resultam vinhos extraordinários de tremenda elegância e harmonia, capazes de transmitirem plenos prazeres ao serem consumidos.