sábado, outubro 28, 2006

Cortejo de Oferendas

Cortejo de Oferendas – 1958, a favor do Hospital de S. Bento de Arnoia – Celorico de Basto.


Época áurea dos cortejos de oferendas, momentos inesquecíveis de generosidade, de humanismo e de muitos sonhos que proporcionavam angariar fundos para o bom funcionamento desta instituição.
A Santa Casa da Misericórdia de S. Bento de Arnoia foi aprovada por Carta Régia de D. Luís em 14 de Julho de 1867, confirmada pelo Sr. Arcebispo Primaz D. José Joaquim de Azevedo e Moura, em 1868.
O seu fundador Comendador Geraldo José da Cunha, impôs ao seu herdeiro, Agostinho Alves da Cunha, a obrigação de destinar casa para um pequeno hospital no edifício do Convento Beneditino.
Para o efeito deixou para fundo a quantia de quatro contos de reis e Agostinho Alves da Cunha, cedeu para o hospital uma pequeníssima parte do referido convento.
Efectivamente o hospital de S. Bento ao longo dos anos atravessou muitas dificuldades financeiras para fazer face às despesas correntes com o tratamento dos doentes.
Neste período, estas manifestações de caridade pública tinham um efeito prático na angariação de fundos para a manutenção dos serviços existentes, designadamente da assistência médico-cirúrgica, partindo do princípio que a comunidade tem obrigação de sustentar o seu hospital.
Num texto publicado pelo Provedor Comendador Mota Ribeiro, pode ler-se “trata-se de uma casa de caridade, que merece todas as nossas complacências, todos os nossos sacrifícios para que este refúgio dos pobrezinhos doentes não desapareça, com inerente prejuízo para todo o concelho”.











sábado, outubro 21, 2006

Monsenhor Albino Silva

Monsenhor Albino Alves da Cunha e Silva

(21-09-1882) - (19-09-1973)


Nasceu no dia 21 de Setembro de 1882, na casa de Vila Pouca, freguesia de Codessoso, concelho de Celorico de Basto. Era filho do senhor Avelino Alves da Cunha e Silva e D. Ana Joaquina da Mota e Andrade.
Estudou em Amarante e Guimarães, chegada a hora de escolher uma profissão optou pelo sacerdócio, contrariando a vontade do pai, que queria vê-lo formado em Direito, mas indo de encontro ao sonho da mãe, pelo que prosseguiu os seus estudos no Seminário de Braga, tendo sido ordenado sacerdote em Setembro de 1905. A sua primeira paróquia foi a de freguesia de Codessoso.
Com a Lei da Separação da Igreja e do Estado, após a revolução de 1910, verifica-se o encerramento de conventos e estabelecimentos religiosos. O Padre Albino, fiel aos princípios dos Santos Evangelhos e dos postulados da Santa Igreja, não se dobrou diante da prepotência dos homens, enfrentando tudo e todos. Condenado à prisão e degredo em África, foi obrigado a fugir para que a Igreja não perdesse um bom combatente.
No ano de 1912, com 30 anos de idade e 7 de sacerdócio, inicia uma longa viagem de fuga que passou pelo percurso a pé de Celorico a Braga, indo desta cidade de trem até Monção onde através do rio Minho conseguiu passar para a cidade espanhola de Tui, tendo no porto de Vigo embarcado no vapor “Zelândia” rumo ao Brasil.
Em terras brasileiras foi nomeado coadjutor na paróquia de Jaboticabal e de Jaú. Mais tarde, nomeado vigário da paróquia de Barra Bonita onde permaneceu 4 anos.
E é em 28 de Abril de 1918, que Padre Albino Silva assumia a direcção da paróquia de Catanduva, nomeado por D. José Marcondes Homem de Melo, Bispo de S. Carlos.
Neste município a sua obra foi vasta e de grande interesse social e humanitário:
construção da Igreja Matriz decorada pelo pintor brasileiro Prof. Benedito Calixto; a Santa Casa da Misericórdia, hoje hospital Padre Albino, um magnifico estabelecimento hospitalar do Estado de S. Paulo; o Asilo de Velhos, para 100 pessoas; a Vila de S. Vicente, aglomerado residencial; o Albergue Nocturno; o Colégio das Irmãs ou Colégio de Nª Senhora do Calvário; os Lares “Ortega” e “Anita Costa”; o Orfanato “Ortega Josué”; o prédio da Acção Católica; a Casa da Criancinha “Sinharinha Netto”; construção de um grande prédio, destinado à residência do Bispo de Catanduva; um Sanatório de Homens Tuberculosos, para 700 doentes; 13 igrejas e várias capelas construídas nos arredores de Catanduva; o Santuário e Paróquia de Nª Senhora Aparecida; o Ginásio “D. Lafaiete”; o Seminário “Cesar de Bus”; as Faculdades de Medicina, de Administração de Empresas e de Educação Física.
Aquando dos 25 anos, à frente dos destinos da paróquia desta cidade brasileira, a comunidade local, sob os auspícios do Bispo da Diocese, promoveu uma semana de homenagem do Jubileu de Monsenhor Albino Silva, tendo o jornal “Folha do Povo” de 28 de Abril de 1943 mencionado: «Católicos ou não, todos se sentem orgulhosos de manifestar ao inigualável Vigário, por este grato acontecimento, toda a sua simpatia e gratidão» e prosseguia «a sua generosidade foi tão grande que foi denominada de delícia do género humano». «Agora, em vez de uma estátua que uma comissão se propunha elevar na Praça da Igreja Matriz, em sua honra, preferiu destinar as importância doadas para a construção do Hospital de Isolamento e Maternidade, cuja primeira pedra foi lançada em 2 de Maio de 1943.»
O título de Monsenhor foi concedido pela Santa Sé, a pedido de D. Lafayette Libanio.
Faleceu em 19 de Setembro de 1973 dois dias antes de completar 91 anos, por insuficiência respiratória.
Como referia a Revista Ilustrada “O Século” de 9 de Julho de 1948, «a vida do Padre Albino é já um mundo. Não se pode mais descrevê-la num simples relance».


domingo, outubro 15, 2006

sexta-feira, outubro 06, 2006

BVC 80 Anos

Os Bombeiros Voluntários Celoricenses, instituição prezada por todos no Concelho e a que todos nos sentimos reconhecidamente gratos, existe desde 15 de Agosto de 1926, sendo os seus Estatutos aprovados por Alvará de 28 de Março de 1927, subscritos pelos Sócios fundadores, cujos nomes é da maior justiça que os lembremos, pois concretizaram um sonho, venceram muitas dificuldades e hoje prosseguem a sua nobre acção humanitária ao serviço dos Celoricenses.
Foram Sócios Fundadores: Manuel Guilherme Alves Machado (Barão de Fermil), Dr. António Teixeira da Mota Guedes, Dr. Ernesto de Castro Leal, Dr. Francisco Xavier de Meireles, Dr. João Pulido de Almeida, Jerónimo Pacheco de Campos Pereira Leite, Artur Alves Machado, António Alves Monteiro, João Baptista Ribeiro da Cunha, Álvaro da Silva Penafort, Prof. Vasco Luís Monteiro, Francisco Carvalho, Avelino de Moura Leite Maciel, Domingos Pereira Dias Loureiro, João Baptista Alves Leite, Alfredo Fernandes de Freitas e Armando de Oliveira Camelo.
Ao longo dos tempos, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Celoricenses, sempre superou todas as dificuldades, naturalmente com o apoio incondicional da Comunidade, do Poder Central e Local e alguns Beneméritos e que por uma questão de elementar justiça, devemos aqui referir o casal Portugal, D. Cassilda Augusta Machado Cardoso Oliveira Portugal e o Senhor José Artur de Oliveira Portugal.
Uma palavra de apreço também a todos os abnegados “Soldados da Paz” que passaram pelo Corpo Activo da Corporação, que sempre serviram de alma e coração e de uma forma voluntariosa a população Celoricense, sempre fazendo juz ao seu lema, “Morte ou Vitória”.
Durante os 80 anos de existência, a A. H. B. C. teve uma Comissão Instaladora (1926 a 1928) e as Direcções eleitas pelos Associados foram lideradas por 19 Presidentes (1928 a 2006), que sempre contribuíram para o desenvolvimento e engrandecimento da Associação.  Actualmente o seu Presidente, Fernando Albino Fernandes de Freitas, que recentemente foi agraciado com a Medalha de Serviços Distintos, Grau Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses, pelos 31 anos de dedicação, amor e trabalho à causa do Associativismo e do Voluntariado.
O primeiro Comandante foi Álvaro da Silva Penafort, seguido do Prof. Vasco Luis Monteiro, Afonso Teixeira Novais, José Pedro, Prof. António Joaquim Andrade Bastos, António Portilho de Freitas (Interino), Fernando Vasques Coutinho da Mota Guedes e desde 1989 é Comandante o Senhor António Manuel Marinho Gomes, que actualmente acumula as funções de Presidente da Federação Distrital dos Bombeiros de Braga.



Quartel da Mota
A Secção da Mota dos Bombeiros Voluntários Celoricenses foi inaugurada em 11 de Dezembro de 2005, para dar resposta ás solicitações da população daquela área do Concelho.


O CONCELHO DEVE SERVIÇOS INESTIMÁVEIS À ASSOCIAÇÃO AO LONGO DOS SEUS 80 ANOS.
Prosseguindo afincadamente a nossa tarefa de construir um mundo melhor, saibamos todos dar as mãos e cantar os Parabéns aos Bombeiros Voluntários de Celorico de Basto que têm servido de exemplo a todos quantos, pela sua terra, pelas suas gentes e pela humanidade em geral, têm vindo a dedicar esforços em prol do amor ao próximo.